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Ter uma agenda movimentada, investir em redes sociais ou gerar muitos contatos pelo WhatsApp não significa, necessariamente, que o marketing de uma clínica esteja funcionando bem. Pacientes que não comparecem, demora no atendimento, dependência de convênios e indicações e falta de relacionamento com quem já passou pelo consultório podem esconder perdas importantes.
É a partir dessa provocação que o especialista em marketing e crescimento empresarial Matheus Mundim apresenta o livro A Agenda Não Mente – Marketing digital para clínicas e consultórios médicos no Brasil. Disponibilizado gratuitamente, o material propõe uma mudança de lógica: antes de escolher canais, aumentar anúncios ou produzir mais conteúdo, é preciso descobrir onde estão os gargalos que impedem melhores resultados.
“A discussão sobre marketing médico costuma começar pelo Instagram, pelo anúncio ou pela ferramenta. A proposta é fazer o caminho inverso. Antes de investir mais, o profissional precisa entender de onde vêm seus pacientes, quantos faltam, quantos retornam e em que ponto dessa jornada estão sendo perdidos. Muitas vezes, o maior problema não é falta de divulgação”, explica Mundim.
No livro, o especialista propõe olhar para a própria agenda como fonte de diagnóstico. Ocupação, faltas, retorno, origem dos pacientes, ticket médio e tempo até a primeira consulta estão entre os indicadores capazes de mostrar se o problema está na atração, conversão ou retenção.
5 pontos para repensar o marketing da clínica
1. Comece pela agenda, não pelo Instagram. Antes de investir em divulgação, descubra qual problema precisa ser resolvido.
2. Saiba de onde vêm seus pacientes. Isso mostra quais canais realmente geram resultado e o grau de dependência de convênios, indicações e outras fontes.
3. Não confunda seguidores com resultado. Presença digital ajuda a construir confiança, mas mais conteúdo não significa, necessariamente, mais pacientes.
4. Observe o caminho até a consulta. Demora na resposta, dificuldade para agendar e falhas na confirmação podem transformar interesse em oportunidade perdida.
5. Cuide de quem já chegou. Retorno e relacionamento também fazem parte do marketing e podem reduzir a dependência constante de novos pacientes.
“Não existe uma solução única para toda clínica. Para uma, o desafio pode ser atrair pacientes; para outra, converter melhor quem já chegou; e, para uma terceira, não perder o relacionamento com quem já foi atendido. A ideia é tomar decisões com mais dados e menos achismo”, afirma Mundim.
O livro reúne orientações sobre aquisição, reputação, jornada do paciente, relacionamento e mensuração de resultados, além de um plano prático para os primeiros 90 dias. A edição integral é gratuita e pode ser acessada em www.matheusmundim.com/a-agenda-nao-mente-edicao-cortesia
Sobre Matheus Mundim
Matheus Mundim é economista pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), mestre em Marketing pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e especialista em marketing, vendas e crescimento empresarial. É fundador da V4 Mundim & Co., uma das maiores operações da V4 Company, uma das maiores agências de marketing do Brasil, e acumula experiência em mais de 500 projetos empresariais.

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