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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2026
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Anvisa publica regras para cultivo de cannabis no Brasil

Anvisa publica regras para cultivo de cannabis no Brasil há 19 horashá 19 horas Agência autoriza plantio em território nacional para fins medicinais e científicos. Uso recreativo continua proibido.

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Por Cidade a Cidade
Anvisa publica regras para cultivo de cannabis no Brasil
Plantações de cannabis serão permitidas apenas a estabelecimentos que obtenham autorização especial - Foto: Production_24K/Pond5 Images/IMAGO
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta terça-feira (03/02), um novo conjunto de resoluções que regulamenta o cultivo de cannabis medicinal no Brasil e amplia o alcance da política sanitária sobre a planta. As normas entram em vigor em seis meses e substituem o marco regulatório de 2019, que liberou a venda de maconha medicinal em farmácias.

Com as mudanças, fica autorizado o plantio em território nacional de forma restrita e supervisionada, exclusivamente para fins medicinais, farmacêuticos e científicos, com exigências de segurança, monitoramento e rastreabilidade da produção.

No caso do cânhamo industrial, definido como Cannabis sativa L. com teor de THC de até 0,3%, o cultivo será permitido apenas a estabelecimentos que obtenham Autorização Especial da Anvisa. Esses produtores poderão importar sementes, cultivar e fornecer a matéria-prima para usos previamente aprovados. Lotes que excederem o limite de THC deverão ser isolados, destruídos e comunicados à agência em até 48 horas.

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Para a pesquisa científica, as regras são mais flexíveis. Universidades, centros de pesquisa, órgãos públicos e fabricantes de medicamentos poderão cultivar variedades com maior concentração de THC, desde que cumpram protocolos rigorosos de segurança, como videomonitoramento contínuo, controle eletrônico de acesso e armazenamento das imagens por até dois anos.

Mudanças para medicamentos

A Anvisa também passa a permitir medicamentos com teor de THC acima de 0,2% para o tratamento de doenças debilitantes graves, como fibromialgia e lúpus, e autoriza a prescrição por médicos veterinários, desde que os produtos estejam devidamente regularizados. A manipulação de canabidiol isolado por farmácias será tratada em norma específica futura.

Outro ponto do pacote de resoluções é a criação de um ambiente regulatório experimental, o chamado sandbox, que permitirá à agência acompanhar, por até cinco anos, iniciativas de pequena escala fora do modelo industrial, incluindo associações de pacientes. A participação dependerá de chamamento público e seleção pela Anvisa.

Apesar da ampliação do acesso terapêutico, o uso recreativo da cannabis continua proibido no Brasil. O cultivo seguirá condicionado à autorização prévia, e o descumprimento das regras pode resultar na destruição de plantas e produtos, além de sanções administrativas.

As normas foram aprovadas pela Diretoria Colegiada da Anvisa em janeiro e atendem a uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que reconheceu a legalidade da produção de cannabis para fins exclusivamente medicinais e farmacêuticos.

FONTE/CRÉDITOS: DW Brasil
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