O Irã lançou mísseis contra Diego Garcia, uma ilha no oceano Índico que abriga uma base militar estratégica do Reino Unido e dos Estados Unidos.
O governo britânico condenou o que chamou de "ataques irresponsáveis do Irã" após a tentativa malsucedida de atingir a base. Não está claro quão perto os mísseis chegaram da ilha, que fica a cerca de 4 mil quilômetros do Irã.
Os EUA descrevem a base de Diego Garcia como "plataforma praticamente indispensável" para operações de segurança no Oriente Médio, no sul da Ásia e no leste da África. Lar de cerca de 2,5 mil integrantes — em sua maioria americanos —, ela já apoiou operações militares americanas desde o Vietnã até o Iraque e o Afeganistão.
No ano passado, os EUA enviaram vários bombardeiros B‑2 Spirit, com capacidade nuclear, para Diego Garcia, em meio a uma intensa campanha de ataques aéreos contra os rebeldes houthis do Iêmen.
O Reino Unido inicialmente recusou permitir o uso da base para ataques americano‑israelenses contra o Irã. Mas, após a República Islâmica retaliar contra países vizinhos, o governo britânico afirmou que bombardeiros americanos poderiam usar Diego Garcia e outra base britânica para atacar os locais de lançamento de mísseis iranianos.
Na sexta‑feira (20/03), o governo britânico disse que isso inclui locais usados para atacar navios no Estreito de Ormuz. O Reino Unido insiste que bases britânicas só podem ser usadas para "operações defensivas específicas e limitadas".
Mas o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse no X que o primeiro‑ministro britânico, Keir Starmer, "está colocando vidas britânicas em risco ao permitir que bases do Reino Unido sejam usadas para agressões contra o Irã".
O Irã atualmente mantém um limite autoimposto ao seu programa de mísseis balísticos, restringindo seu alcance a 2 mil quilômetros. No entanto, autoridades americanas há muito alegam que o programa espacial iraniano poderia permitir o desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais.

Comentários: