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China e Rússia iniciam exercícios militares conjuntos

Exercícios na costa chinesa começaram no mesmo dia em que Pequim testou míssil com capacidade nuclear lançado de submarino, deixando países da região em alerta

Cidade a Cidade
Por Cidade a Cidade
China e Rússia iniciam exercícios militares conjuntos
Rússia e China realizam os exercícios Mar Conjunto desde 2012/Foto: Li Jie/Xinhua/IMAGO
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China e a Rússia iniciaram nesta segunda-feira (06/07) exercícios navais conjuntos anuais na costa chinesa, no mesmo dia em que as Forças Armadas chinesas testaram um míssil lançado de um submarino nuclear no Pacífico, atraindo críticas de países da região.

Pequim e Moscou mantêm laços diplomáticos estreitos e realizaram de maneira regular exercícios militares conjuntos nos últimos anos, o que gera alertas entre governos ocidentais que acusam a China de apoiar a guerra da Rússia contra a Ucrânia.

O exercício Mar Conjunto 2026 começou nesta segunda-feira no porto de Qingdao, no leste da China, informou o Ministério da Defesa de Pequim em um comunicado.

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As Marinhas dos dois países estabeleceram um comando conjunto e participaram de exercícios de "comando e coordenação tática", segundo a nota. Serão realizados ainda um treinamento conjunto de reconhecimento, defesa aérea e antimíssil e tiro real.

Após os exercícios, as duas Marinhas participarão de uma patrulha conjunta no Oceano Pacífico, informou neste domingo o Ministério da Defesa chinês, sem especificar o local.

Teste de míssil chinês gera alerta

Um porta-voz da Marinha chinesa disse que a China lançou um "míssil estratégico carregando uma ogiva de simulação de treinamento" no Oceano Pacífico, sem esclarecer se o lançamento fazia parte dos exercícios conjuntos com Moscou.

Um submarino da Marinha do Exército de Libertação Popular da China lançou o míssil em direção a águas internacionais no Pacífico, informou a agência oficial de notícias Xinhua.

Segundo a agência, o lançamento teria sido um "procedimento de rotina" do treinamento militar anual da China e não era direcionado contra nenhum país ou alvo específico.

Um porta-voz do Ministério chinês do Exterior disse que o lançamento foi conduzido "com segurança, de maneira padronizada e profissional do início ao fim". "Esperamos que os países envolvidos não interpretem o assunto de forma exagerada", afirmou, em coletiva de imprensa.

Mísseis JL-3 transportados por caminhões militares durante desfile militar em Pequim.Mísseis JL-3 transportados por caminhões militares durante desfile militar em Pequim.
Míssil JL-3 seria capaz atingir o território dos EUA a partir das águas costeiras chinesas, segundo o PentágonoFoto: VCG/IMAGO

A Xinhua não especificou o tipo de míssil lançado pela China. O tabloide estatal Global Times, citando um especialista militar, afirmou que provavelmente se tratava do JL-3, o míssil lançado por submarino mais avançado da China, que estreou em um desfile militar no ano passado. De acordo com um relatório do Pentágono, esse míssil seria capar atingir o território continental dos Estados Unidos a partir das águas costeiras chinesas.

Aviso prévio às nações da região

As potências regionais do Pacífico, AustráliaNova Zelândia eJapão receberam um curto aviso prévio sobre o teste, que coincidiu com a assinatura, em Fiji, de um pacto de defesa mútua entre a nação insular e a Austrália.

O teste ocorreu "no contexto de um rápido fortalecimento militar da China, que carece da transparência e da garantia de intenções que a região espera", disse a ministra do Exterior da Austrália, Penny Wong, em coletiva de imprensa em Fiji.

Rússia e China realizam os exercícios Mar Conjunto desde 2012. No ano passado, as atividades perto do porto russo de Vladivostok, no leste da Rússia, também foram seguidas por patrulhas conjuntas no Pacífico.

Os exercícios deste ano ocorrem cerca de dois meses depois da visita do presidente russo, Vladimir Putin, à China. Na ocasião, o líder russo afirmou que as relações entre os dois países haviam atingido um "nível sem precedentes", enquanto o líder chinês, Xi Jinping, elogiou o que chamou de uma parceria "inabalável".

FONTE/CRÉDITOS: Redação DW

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