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Domingo, 31 de Maio de 2026
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Com falta de mão de obra, mercado de trabalho encontra na imigração uma alternativa viável

Em Uberlândia, diversos estabelecimentos comerciais empregam estrangeiros

Aliteia Milagre
Por Aliteia Milagre
Com falta de mão de obra, mercado de trabalho encontra na imigração uma alternativa viável
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Não é de hoje que bares e restaurantes e tantos outros segmentos, têm enfrentado dificuldades para contratar, reflexo da escassez de mão de obra qualificada e do desinteresse de candidatos pelas vagas disponíveis.

Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) comprova essa realidade. O estudo mostra que 90% dos empresários do setor de alimentação fora do lar enfrentam entraves para a contratação de novos colaboradores. O cenário tem sido um pouco mais positivo devido a imigração de pessoas de diversos países em busca de uma colocação no mercado de trabalho.

Segundo informações do Boletim das Migrações, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, mais de 203 mil imigrantes tiveram vínculos formais de emprego no Brasil entre janeiro e agosto de 2024. As regiões Sudeste e Sul do país foram as que mais admitiram. Atualmente, Uberlândia tem uma concentração de palestinos, bolivianos, venezuelanos, haitianos, chineses, paraguaios, entre outras nacionalidades, que escolheram a cidade para morar e trabalhar. E isso, de certa forma, tem ajudado os setores como alimentação, serviços, construção civil, entre outros a impulsionar empregabilidade de imigrantes na cidade.

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Empresários têm dado a essas pessoas emprego e uma chance de recomeço. Um exemplo, é a padaria e confeitaria Babuska Pães, que tem contratado imigrantes desde que integrou a um projeto que engloba instituições como o Sebrae que contribuem com esse movimento. “Além da falta mão de obra qualificada ser grande, é muito bom apoiá-los. Temos um imigrante trabalhando na produção, mas já cheguei a ter três neste mesmo cargo e quatro balconistas, todos venezuelanos. São pessoas que aprendem rápido o trabalho e a língua portuguesa e têm interesse pela área”, afirma a diretora Alessiane Peixoto Cabral Batoni.  

Quem também está satisfeita com o trabalho dos imigrantes é a proprietária do Restaurante Bom Apetite, Maria Aparecida Junqueira. “Há cerca de oito meses contratamos uma auxiliar de cozinha venezuelana. Para nós o que importa é se a pessoa se encaixa no perfil da vaga e na política da empresa. Não fazemos nenhuma distinção em relação a nacionalidade. A nossa colaboradora é pontual, asseada e tem uma ótima convivência com todos”, disse Maria.  

De acordo com Fábio Bertolucci, presidente da Abrasel - Associação Brasileira de Bares e Restaurantes - Regional Triângulo Mineiro, a contratação de imigrantes é um fator positivo. “Uberlândia tem uma demanda reprimida de mão de obra para atuar em diversos segmentos. Integrar estrangeiros ao mercado formal, é dar a eles oportunidade e ao mesmo tempo gerar valor a cultura organizacional das empresas ao promover a diversidade e a inclusão. Os quesitos de contratação e os benefícios são os mesmos para todos, independente da nacionalidade”, disse Fábio Bertolucci. 

FONTE/CRÉDITOS: Serifa
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