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Quarta-feira, 15 de Abril de 2026
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Complexo hospitalar santista faz primeira captação de córneas

Segundo dados do Ministério da Saúde, 35.809 pessoas no Brasil estão aguardando por transplante de córnea. Neste ano, 17.764 já receberam uma nova

Mônica Silva
Por Mônica Silva
Complexo hospitalar santista faz primeira captação de córneas
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O Complexo Hospitalar Dr. David Capistrano, localizado na Zona Noroeste de Santos, realizou a primeira captação de córneas na última sexta-feira (10). O doador foi um paciente que veio à óbito por coração parado - importante salientar que as córneas são tecidos que podem ser doados mesmo sem morte cerebral, diferentemente dos órgãos.

Para que uma pessoa que está na lista de espera fosse beneficiada, a equipe do complexo hospitalar entrou em contato com a Seção de Captação de Órgãos e Tecidos da Prefeitura de Santos (Secapt), especializada para realizar o acolhimento das famílias e gerenciar a logística do processo nas unidades. Após o aceite da família, o Banco de Olhos de Sorocaba foi acionado e um representante da instituição em Santos realizou o procedimento de enucleação das córneas doadas, que seguiram para o banco de olhos do Tatuapé - e serão distribuídas pela central de transplantes estadual.

De acordo com os dados atualizados pelo Ministério da Saúde na última sexta-feira (10), há 35.809 pessoas no Brasil aguardando por transplante de córnea. Neste ano, 17.764 pessoas já receberam uma córnea nova.

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“Para se tornar um doador é preciso manifestar essa vontade para a família, que é quem vai autorizar a doação. O processo cirúrgico é feito com muito cuidado e respeito e todo o processo, até a chegada ao receptor, e é custeado 100% pelo SUS. Essa é a oportunidade de dar uma chance a uma ou mais pessoas que podem ter uma melhor qualidade de vida”, afirma o secretário de Saúde de Santos, Fábio Lopez.

Porém, para ser um doador de córneas não pode haver infecção ativa e algumas outras condições clínicas e a idade máxima é 75 anos. A enucleação (remoção das córneas) deve ser feita em até 6 horas após a parada cardíaca.

Em 2025, a Secapt captou 34 córneas, quatro rins e um fígado. Em 2026, foram captadas 12 córneas, advindas de 6 doadores.

- Podem ser doados os órgãos de pacientes que tiveram morte cerebral. Pele, córnea, ossos e vasos podem ser retirados também de pacientes que faleceram após o coração parar;

- As cirurgias para retirada dos órgãos não causam nenhuma deformação e o corpo poderá ser velado normalmente;

- Cada órgão tem um tempo de preservação, desde o momento em que é retirado do doador até o transplante.

Coração: 4 horas

Pulmão: 4 a 6 horas

Rim: 48 horas

Fígado: 12 horas

Pâncreas: 12 horas

Os tecidos (pele, osso, cartilagem, tendão, córneas, entre outros) podem ser enviados para bancos especializados em sua conservação;

- Pessoas vivas podem fornecer um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e parte do pulmão. Esse direito é reservado a cônjuges e a parentes de até o quarto grau. Não parentes podem doar apenas com autorização judicial.

 

FONTE/CRÉDITOS: Prefeitura de Santos
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