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Congresso Nacional aprova fim do DPVAT: entenda as implicações para motoristas e vítimas de acidentes de trânsito

Após aprovação na Câmara e no Senado, o seguro obrigatório para veículos automotores é novamente extinto; especialistas alertam para a necessidade de seguros privados para cobertura de danos pessoais.

Aliteia Milagre
Por Aliteia Milagre
Congresso Nacional aprova fim do DPVAT: entenda as implicações para motoristas e vítimas de acidentes de trânsito
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Em dezembro de 2024, o Congresso Nacional aprovou a revogação do Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT), anteriormente conhecido como DPVAT. A medida, que já passou pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, aguarda sanção presidencial para entrar em vigor.

O DPVAT, criado em 1974, tinha como objetivo indenizar vítimas de acidentes de trânsito, independentemente de culpa. Em 2020, durante o governo Bolsonaro, o seguro foi extinto, mas em maio de 2024, sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi recriado com a denominação de SPVAT, com previsão de cobrança a partir de janeiro de 2025.

A recente decisão de revogar o SPVAT ocorreu no contexto de votações relacionadas ao pacote de ajuste fiscal do governo. Para garantir a aprovação das medidas de corte de gastos, o Planalto concordou com a extinção do seguro obrigatório, atendendo a demandas de parlamentares e governadores que se opunham à sua recriação.

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Com a extinção do SPVAT, surgem preocupações sobre a proteção das vítimas de acidentes de trânsito. Sem o seguro obrigatório, essas vítimas podem ficar desamparadas, a menos que o veículo envolvido possua um seguro privado com cobertura para danos pessoais. Especialistas recomendam que proprietários de veículos considerem a contratação de seguros privados que incluam cobertura para danos materiais e pessoais a terceiros, garantindo assim assistência em caso de acidentes.

É importante destacar que, até o momento, o governo federal não havia definido os valores ou a forma de pagamento do SPVAT, e sua cobrança ainda não estava em vigor. Portanto, os proprietários de veículos não chegaram a efetuar pagamentos referentes a esse seguro. Com a revogação aprovada pelo Congresso, a cobrança do seguro obrigatório permanece suspensa, e o licenciamento dos veículos para o exercício de 2025 pode ser realizado normalmente, sem a inclusão dessa taxa.

A decisão de extinguir o SPVAT faz parte de um conjunto de medidas adotadas pelo governo para equilibrar as contas públicas. O projeto aprovado pelo Congresso inclui, além da revogação do seguro obrigatório, a implementação de novos limites de gastos públicos em caso de déficit, visando ao ajuste fiscal e à sustentabilidade econômica.

Em resumo, a recente aprovação da revogação do SPVAT pelo Congresso Nacional implica que não haverá a retomada da cobrança do seguro obrigatório para veículos automotores em 2025. Diante disso, é fundamental que os proprietários de veículos estejam atentos à necessidade de contratar seguros privados que ofereçam cobertura para danos a terceiros, assegurando proteção adequada em caso de acidentes de trânsito.

FONTE/CRÉDITOS: Davi Arraz
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