Em fase final de acabamentos, as obras do primeiro hospital municipal veterinário de Santos, no Bom Retiro (Zona Noroeste), alcançaram 85% dos trabalhos concluídos. Com 1.200 m² e capacidade de aproximadamente 100 atendimentos por dia, o novo prédio contará com estrutura completa para o bem-estar dos pets.
A unidade permitirá a ampliação do atendimento gratuito diário a cães e gatos, hoje feito pela Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida), órgão ligado à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Semam), com capacidade atual de atender cerca de 70 animais diariamente.

Atualmente, os trabalhos seguem nos revestimentos internos, colocação de cabos, eletrodutos e toda a instalação elétrica, além das peças hidrossanitárias. Também estão concentrados na instalação do sistema de combate a incêndio e dos equipamentos de climatização. Ao mesmo tempo, são executados os acabamentos no anexo, antigas instalações da Codevida.

“Vai atender os pets principalmente das pessoas de baixa renda. São cinco consultórios, salas para cirurgia, sala para anestesia, sala para exames. Um hospital completo, com farmácia, distribuição de ração, tudo pensando nessa política pública importante para a nossa cidade, importante para a saúde pública e também para o cuidado de quem mora em Santos”, explica o prefeito Rogério Santos.
ESTRUTURA
Com dois pavimentos, o hospital conta, no térreo, com os consultórios, sala de espera, recepção, triagem, emergência, ultrassom, salas de fluxomedicação e de curativo, centro cirúrgico com sala cirúrgica e antecâmara; além de salas de preparo/indução/anestésico e de recuperação, vestiário, espaços para lavagem, esterilização, arsenal, farmácia, tanque de banho, higienização, isolamento e sala de raio-X, sala de registro e cozinha.
Também no térreo estão localizados o banco de ração, estoque, área de circulação, expurgo, necropsia e câmara fria; áreas para resíduos orgânicos, comuns e infectantes; reservatório metálico vertical, área técnica de energia, área para armazenamento de produtos e ferramentas de limpeza, quatro banheiros para pessoas com deficiência (PcD), além de estacionamento destinados a três veículos de atendimento.

Já o primeiro pavimento concentra estoque, copa, guarda de medicamentos, lavatório, sala de reuniões e conferências, sala administrativa, sala de conforto dos funcionários e quatro banheiros, sendo dois para pessoas com deficiência (PcD).
ADEQUAÇÕES
Durante a obra, o projeto do hospital passou por adequações que fizeram com que o prazo para a conclusão fosse estendido para julho. Entre as melhorias estão a inclusão de novas salas que não estavam previstas no projeto inicial.
Também houve a necessidade de compatibilizar a planilha com adequações de itens de elétrica, hidráulica, lógica, telefonia e AVCB. Além disso, foi incluído o revestimento nas fachadas, e a alteração da entrada do hospital da Rua Amadeo Barbiellini para a Rua João Fraccaroli, visando oferecer as condições ideais para acessibilidade.

“Houve ajustes no projeto hospitalar, na alteração do banco de rações. Melhorias que precisavam ser feitas”, explica a secretária de Obras e Edificações, Larissa Oliveira Cordeiro.
FUNCIONAMENTO
Quando a obra for concluída, o prédio será entregue para a Semam, que tem a meta colocar em funcionamento já em 2027. Para isso, os técnicos da pasta estão empenhados em garantir que o equipamento conte com o melhor atendimento possível.

“Estamos em uma fase de discutir o modelo de gestão, temos feito visitas e conhecido outros modelos de hospitais em São Paulo e no ABC para chegar no melhor modelo, o mais eficiente, e consiga atender e fazer o melhor serviço possível para as pessoas e para os animais. Agora, no segundo semestre, a ideia é fazer a publicação do termo de chamamento para, já no ano que vem, operar o hospital”, explica o titular da pasta, Glaucus Farinello.
A obra é executada pela Stier Construtora, empresa vencedora da licitação, com investimento de R$ 4,7 milhões do Fundo de Desenvolvimento Urbano do Município (Fundurb).

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