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Cúpula da Otan começa com Trump pleiteando a Groenlândia

Em plena cúpula da Otan, americano volta a se chocar com aliados ao criticar controle da Dinamarca sobre território no Ártico e questiona capacidade da aliança de funcionar sem a liderança e o poder dos EUA.

Cidade a Cidade
Por Cidade a Cidade
Cúpula da Otan começa com Trump pleiteando a Groenlândia
Donald Trump ao lado do líder turco, Recep Tayyip Erdogan, em Ancara, antes da cúpula da Otan/Foto: Alex Brandon/AP Photo/picture alliance
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar que a Groenlândia deveria estar sob controle dos EUA, e não da Dinamarca. A declaração, feita nesta terça-feira (07/07) enquanto os líderes da Otan se reuniam para uma cúpula na Turquia, reafirma um posicionamento que tem causado tensões entre os Estados-membros da aliança militar do Atlântico Norte.

Em seu segundo mandato na Casa Branca, Trump passou a defender abertamente a tomada da Groenlândia pelos EUA.

Anteriormente, o americano reforçou o desejo de anexar a ilha como parte de um projeto de segurança nacional dos EUA envolvendo a criação do chamado Domo de Ouro, um sistema de defesa aérea similar ao utilizado por Israel.

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Os comentários de Trump sobre o território dinamarquês semiautônomo geraram atritos nas relações entre Washington e Copenhague – ambos membros fundadores da Otan – e, de forma mais ampla, com a Europa.

"Importante para os Estados Unidos"

"[A Groenlândia] deveria ser controlada pelos Estados Unidos, não pela Dinamarca", disse Trump nesta terça-feira a repórteres durante uma reunião com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

O republicano afirmou que a disputa em torno do controle sobre a Groenlândia prejudicou as relações dos EUA com a aliança.

"Foi isso que prejudicou meu relacionamento com a Otan, porque a Groenlândia não ajuda a Dinamarca. A Dinamarca não gasta dinheiro para realmente ajudar a Groenlândia, mas é uma parte importante para os Estados Unidos, e está cercada por navios chineses e russos, e isso não vai acontecer", disse.

"Eles [a Dinamarca] não concordariam com isso, e com todo o dinheiro que gastamos para ajudá-los com a Rússia."

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse em junho que as conversas com a Dinamarca e a Groenlândia ainda estão em andamento.

"Isso não vai acontecer'", diz premiê da Dinamarca

Horas depois, também em Ancara, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, disse esperar que os aliados respeitem a soberania do reino dinamarquês e aceitem que a Groenlândia não está à venda.

"É uma posição bem conhecida dos Estados Unidos que eles querem possuir e assumir o controle da Groenlândia. Espero que seja igualmente conhecido em todos os lugares que isso não vai acontecer", disse Frederiksen.

Cidadãos da Groenlândia protestam com bandeiras e faixas contra abertura de consulado dos EUA em NuukCidadãos da Groenlândia protestam com bandeiras e faixas contra abertura de consulado dos EUA em Nuuk
Cidadãos da Groenlândia protestam contra abertura de consulado dos EUA em NuukFoto: Tim Barsoe/REUTERS

Ela acrescentou que não havia planos para discutir em Ancara questões relativas ao Ártico ou à Groenlândia.

O Ministro do Exterior da Groenlândia, Mute Egede, disse em publicação no Facebook que o futuro do território deveria ser decidido por seu povo.

"Sempre foi assim. E sempre será", afirmou, acrescentando que a Groenlândia deveria manter a estreita cooperação com seus aliados.

Otan sob pressão dos EUA

Em Ancara, Trump questionou a capacidade da Otan de funcionar sem a liderança e o poder dos EUA, expressando decepção com a recusa de alguns aliados em apoiar Washington na guerra contra o Irã. O conflito no Oriente Médio foi desencadeado pelos EUA e por Israel sem consulta prévia aos Estados-membros da Otan.

Os líderes da aliança estão tentando demonstrar seus esforços em aumentar suas capacidades militares, à medida que o foco dos EUA se desloca da defesa da Europa.

A cúpula de dois dias na Turquia terá a apresentação de projetos militares no valor de bilhões de dólares, com o objetivo de persuadir Trump de que os aliados estão construindo uma Europa mais forte e, consequentemente, uma Otan mais forte.

FONTE/CRÉDITOS: Redação DW

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