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Quinta-feira, 16 de Abril de 2026
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Cidade Uberlândia

Da produção cultural ao palco

Um caminho de desafios, trabalho e conquitas

Aliteia Milagre
Por Aliteia Milagre
Da produção cultural ao palco
Beto Oliveira
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Uberlândia, cidade em constante desenvolvimento, também tem visto transformações no seu panorama cultural, especialmente no mercado de teatro. Embora a arte cênica em Minas Gerais seja mais associada a grandes centros como Belo Horizonte, e em outros estados como São Paulo e Rio de Janeiro, a cidade tem mostrado um crescimento notável e uma crescente valorização do teatro como meio de expressão e também como mercado profissional. Artistas locais e grupos teatrais, que antes enfrentavam dificuldades para se manter, agora vislumbram um futuro mais promissor. No entanto, o caminho para a consolidação de Uberlândia como um polo cultural ainda exige esforços contínuos. Para se consolidar como um polo cultural, a cidade precisa superar barreiras estruturais, aumentar a valorização da arte local e criar um ambiente mais receptivo e sustentável para a cultura.

Entrevistei com exclusividade para o Cidade a Cidade o jornalista e produtor cultural, Carlos Guimarães, que compartilhou suas percepções sobre o atual cenário do mercado teatral, a recepção do público local e os desafios e possibilidades de um setor em amadurecimento.

Alitéia Milagre: Qual é o panorama atual do mercado de teatro em Uberlândia?

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Carlos Guimarães: Uberlândia, assim como todas as demais cidades de médio porte, constrói o seu futuro. Por isso, artistas e agentes culturais, de um modo geral, têm a responsabilidade de traçar esse panorama e de conceber um mercado promissor. A área é muito complexa e, às vezes, alvo de visões equivocadas, como a de que não seria um mercado de trabalho, que envolve muitas pessoas e que não é apenas um hobby. As pessoas envolvidas não estão ali “brincando de trabalhar”, nem é uma área de privilégios. Ao contrário, nem as rigorosíssimas leis de incentivo à cultura, que até existem de maneira mais cômoda em outros segmentos profissionais, conseguem garantir uma estrutura mais confortável. O trabalho no teatro exige muita dedicação e disciplina, até mais do que em outras áreas de atuação. Aqueles que entram no meio por vaidade, muitas vezes, desistem ao perceber que a realidade não é tão fácil. Nesse setor, a grande matéria-prima é a generosidade, seja com o público, com os patrocinadores, com os técnicos ou com os colegas de cena.

Penso que, em Uberlândia, o setor vai evoluindo bem. Hoje, a cidade conta com vários artistas cênicos e grupos profissionais de grande envergadura artística. Existe um curso de Teatro na Universidade Federal de Uberlândia, o que geralmente acontece mais em lugares onde existem mercados culturais consolidados. Há pequenos teatros de bolso, oriundos desses grupos, erguidos e mantidos por eles. Muitos atores e atrizes têm se destacado também fora do palco, em atividades paralelas, como filmes para o cinema, comerciais para a televisão, projetos sociais, entre outros. Este contexto traz otimismo para as possibilidades futuras.
O mercado foi se moldando ao longo dos anos, e hoje podemos dizer que ele é bastante promissor. Houve um tempo em que artistas e grupos praticamente pagavam para trabalhar ou precisavam ter profissões paralelas para se manter. Atualmente, muitos sobrevivem da arte. Pelo menos, estamos no início da consolidação desse mercado na cidade. Obviamente, ainda precisam ser mais valorizados, e seus valores não podem ser diminuídos. Embora tenhamos atuado em vários momentos com a arte local e procurado sempre inseri-la nos eventos que trazemos de fora, tentamos plantar a semente da visibilidade para os artistas locais.
Sobre a programação externa, percebo uma mudança gradativa no consumo das artes cênicas. Alguns anos atrás, era comum que a maioria do público fosse para ver o artista famoso e a trama típica das telenovelas, com começo, meio e fim. Hoje, mesmo os artistas famosos, que ainda têm grande apelo, não são mais a prioridade do público. Ele parece, como a gente sempre quis, estar mais antenado com o conteúdo do espetáculo. Já tivemos recordes de público com montagens que não contavam com artistas de telenovela, como o musical Suassuna - O Auto do Reino do Sol, com o grupo carioca A Barca dos Corações Partidos. Ao longo dos anos, o público tem percebido que existem grandes artistas teatrais que pouco ou quase nada aparecem na TV, alguns até por opção própria.

Ao mesmo tempo, há uma certa resistência de algumas pessoas à cultura. Há uma ideia de que a cultura deveria ser apenas entretenimento, sem reflexões ou catarse, e que não deveria tocar em temas desconfortáveis, como o racismo, a deficiência, a misoginia, a homossexualidade, entre outros temas pertinentes ao mundo contemporâneo. A arte pode ser potente e transformadora, abordando a vida real, seja como drama ou comédia. Mais do que a política partidária, a arte nos salva. Qualquer consumo, de qualquer mercado, deve passar por essa premissa: o consumidor se identifica com o produto que está consumindo, e, se não, o consumo não terá o mesmo impacto.

O amadurecimento do mercado passa pela transformação do olhar sobre as artes cênicas. Ainda há quem reclame do valor do ingresso, mesmo que ele esteja baixo, sem reconhecer o custo operacional para que o espetáculo aconteça e o quanto se gasta para viabilizar sua realização. Muitos gastam sem hesitar com lanches, bebidas e vestimentas que, muitas vezes, custam mais do que o ingresso, mas ainda veem o teatro como algo filantrópico, que deveria ser gratuito, sem considerar os custos e a quantidade de pessoas que ele emprega.

Alitéia Milagre: A cidade tem se mostrado receptiva às produções culturais?

Carlos Guimarães: Quem vê de fora, considera que Uberlândia é uma excelente praça de teatro, expressão utilizada no meio para designar cidades com bom público para a arte cênica. De fato, temos tido excelentes plateias em nossos eventos, mas elas são fruto de um trabalho árduo e de muitas parcerias com veículos de comunicação, sejam elas espontâneas ou não. Costumo dizer que Uberlândia, lamentavelmente, não teve (ainda) o desenvolvimento cultural compatível com o seu acelerado progresso. Já cheguei, em alguns momentos, a considerar que a cidade tem uma sina para ser um tanto aculturada, mas vejo hoje muitos esforços, nossos e de outros produtores, em transformar esse futuro. Há evidências da tendência à aculturação. Basta observar, por exemplo, que, diferentemente de outras cidades, aqui não há muito instinto de preservação. Muitas cidades, algumas até vizinhas, preservam monumentos históricos para contar sua história, enquanto em Uberlândia há apoio à demolição de prédios de grande valor histórico. Não sou contra a arquitetura moderna e contemporânea, mas uma cidade que se preze deve equilibrar o passado, o presente e o futuro em sua estética. Outro exemplo é a falta de uma valorização efetiva do Congado, a maior expressão de nossa cultura popular, que está sendo praticamente retirada da região central da cidade, onde o templo da festa está localizado. A evidência maior disso é o desconhecimento e a falta de reverência a um ícone da cultura brasileira que nasceu e está sepultado aqui: o ator e compositor Grande Otelo.
Em relação à receptividade do público para eventos culturais, basta observar que existe um único teatro de porte relativamente grande na cidade, o Municipal, enquanto outras cidades até menores têm três, quatro e até cinco salas de apresentações. Ou seja, apesar de ser a segunda cidade de Minas Gerais, o consumo de arte em Uberlândia ainda é muito embrionário. Há muito o que se caminhar nesse sentido, mas, com muito esforço, estamos conseguindo plantar essa semente. Outros produtores e eventos também assumem essa luta, que é um grande desafio. Particularmente, ficamos felizes em perceber que, em toda a nossa programação, conseguimos fidelizar o público, com muitos espectadores comparecendo a todos os eventos. Contudo, ainda há um longo caminho a percorrer. Os espetáculos em turnê que passam por aqui, não raras vezes, têm lotações esgotadas em cidades onde as apresentações acontecem semanas ou até meses depois de passarem por Uberlândia. Nós, até os últimos momentos, ainda estamos correndo atrás do público. Ou seja, temos de nos empenhar muito para conseguir lotações esgotadas, o que, aparentemente, é mais simples em outras localidades. Por isso, é surpreendente – mas não deveria ser – que em 2024 tenhamos levado quase 30 mil pessoas aos teatros, com alguns espetáculos da nossa programação recebendo uma ou duas sessões extras. O que podemos afirmar é que nada disso foi fácil.

Alitéia Milagre: Como você escolhe as peças teatrais que traz para a cidade?

Carlos Guimarães: Sempre que possível, assistimos aos espetáculos em outras cidades, o que nem sempre é viável devido à contenção de despesas ou ao acúmulo de atividades em Uberlândia que não permitem muitos deslocamentos. Quando isso não é possível, acompanhamos à distância o surgimento de novos espetáculos, a receptividade do público e as avaliações críticas. Além disso, já temos um relacionamento histórico com artistas e produtores, principalmente do eixo Rio-São Paulo, o que também facilita esse processo. Já recebemos elogios pela nossa curadoria, embora isso não seja exatamente o que fazemos, já que uma curadoria de fato exigiria talvez um maior respaldo técnico. O que fazemos são escolhas, focadas no interesse do público uberlandense e na necessidade de transformar o contexto desse consumo. Os eixos temáticos de alguns espetáculos também são considerados, assim como as premiações conquistadas pelas montagens após suas estreias. Todos esses elementos são analisados para decidir o que seria viável para Uberlândia, levando em conta, claro, os custos de cada espetáculo, os patrocínios externos que o espetáculo tenha e, em resumo, um estudo de viabilidade para que a negociação possa ser efetivada.

Alitéia Milagre: Quais são os bastidores mais solicitados na produção e logística de trazer peças teatrais para Uberlândia?

Carlos Guimarães: Foram raríssimas as ocasiões em que nos deparamos com exigências excessivas nos bastidores de camarins. Como nos tornamos conhecidos e temos uma boa reputação no meio teatral brasileiro, hoje em dia, não costumamos receber listas de exigências. A produção nacional, de forma geral, acaba caminhando pelo voto de confiança ou por já nos conhecer. O que acontece, e ao que nos dedicamos, é a cobertura dos custos operacionais convencionais de cada espetáculo, como transporte de cenários, passagens de artistas e equipes, estadia, alimentação, divulgação, locação de equipamentos, contratação de técnicos, operadores, carregadores e montadores locais, entre outras despesas logísticas. Isso sem mencionar o empenho na recepção e na produção, que em um setor como o nosso é uma verdadeira caixinha de surpresas, sempre com imprevistos e alterações nos custos.

Quanto às exigências, sempre tivemos sorte com as equipes e artistas que vêm de fora, alguns já com várias vindas. Talvez, por já nos conhecerem ou terem ouvido falar de nosso trabalho, eles nos dão voto de confiança, respondendo com gratidão e elogios. Não consigo me lembrar de excessos absurdos, até porque sempre prevemos o que deve ser providenciado. E o que algumas pessoas podem considerar "frescura", nós entendemos que faz parte do ritual que acompanha o teatro.

Alitéia Milagre: O que você acredita que falta para Uberlândia se consolidar ainda mais como um polo de produção e consumo cultural?

Carlos Guimarães: Faltam mais parcerias incentivadoras. O marketing cultural é uma ferramenta contemporânea e, sem dúvida, é o marketing do futuro. Certa vez, o diretor de uma empresa que historicamente é nossa parceira afirmou que só conseguia alcançar alguns clientes em potencial por meio da cultura, principalmente o teatro. E isso é um fato. Além disso, os espectadores sempre enxergam as empresas que investem em Cultura com um olhar mais simpático. Existe um processo de identificação com a empresa, criando uma relação de maior confiança nos produtos e/ou serviços que ela oferece. Porém, conquistar essas parcerias é sempre uma luta, com algumas exceções. E o retorno, tanto institucional quanto promocional, é tão grande que quase todas as empresas que nos patrocinam permanecem conosco há décadas. No entanto, cada produção é uma grande batalha. Só quem está internamente com a gente sabe disso. Para muitos, parece ser tudo muito fácil e lucrativo, mas a realidade é bem diferente. No fim das contas, é uma forma inusitada de as empresas se comunicarem com seus clientes, criando um vínculo com um público seleto, que em sua maioria são formadores de opinião.

Outra coisa que falta em Uberlândia são mais espaços culturais. De porte relativamente grande, temos o Teatro Municipal. Em breve, o Teatro Grande Otelo será reaberto, embora com a plateia reduzida, mas ainda assim será mais um espaço. Ainda assim, dois teatros não são suficientes para atender à demanda existente e aos anseios da população. Os outros espaços culturais, tanto públicos quanto privados, além de poucos, são bem pequenos.

Além disso, talvez falte a consciência plena sobre o que realmente é um evento cultural. É um território das subjetividades. A arte tem suas peculiaridades, seu modo de presença e de vivência, seja por parte dos espectadores, das administrações ou mesmo dos incentivadores. Momentos específicos, dentro de um contexto ritualístico, deveriam ser pensados para esse instante. Assim, todos poderiam alcançar os resultados que almejam. Mas já mudou muito, e as coisas estão melhorando, embora ainda haja um caminho a percorrer. Todos estamos nessa estrada para amadurecer e evoluir. Vejo muitas pessoas interessadas em entender melhor os lugares da arte e se moldarem a eles da maneira mais conveniente. A isso se chama profissionalização.

Outro ponto importante seria a realização de seminários ou treinamentos para colaboradores das empresas que acreditam na cultura, para que contadores, profissionais de marketing, gerentes e assessores entendam melhor o quanto esse universo é rico e tudo o que ele representa.

E, acima disso, na minha opinião, as pessoas precisam se esvaziar de opiniões e preconceitos vazios e, de um modo geral, compreender que a arte, embora essencialmente política – como tudo na vida é –, não é partidária. A maioria das pessoas que atua na área não é de direita nem de esquerda. Elas têm a cultura como partido. Como já mencionei antes, partidos políticos não salvam. A arte salva, cura, liberta e expande a mente das pessoas. Os posicionamentos políticos devem ficar com cada um, como é de direito de qualquer cidadão.

Alitéia Milagre:  Em 2023, quantas peças você trouxe para a cidade e neste ano? Quais são os próximos projetos ou espetáculos que você planeja trazer para Uberlândia?

Carlos Guimarães: Em 2023, trouxemos cerca de nove espetáculos para a cidade. Entre eles, destacam-se o retorno de Antônio Fagundes com Baixa Terapia (ele escolheu apenas cinco cidades para essa volta e Uberlândia estava entre elas), o musical Palavra de Mulher, também um retorno ao nosso palco, com Lucinha Lins, Tânia Alves e Virgínia Rosa, e dois espetáculos com ícones do teatro brasileiro: a comédia sobre etarismo, O que faremos com Walter?, com Elias Andreato e grande elenco, e Misery, com Mel Lisboa, Marcello Airoldi e Alexandre Galindo. Além disso, tivemos a participação do maestro João Carlos Martins, entre muitos outros.

Já neste ano, não poupamos esforços. Foram 18 espetáculos. Alguns dos destaques foram As Meninas Velhas, sobre etarismo, com Lucinha Lins, Bárbara Bruno, Nádia Nardim e Sônia de Paula; Eu de Você, com Denise Fraga; Bárbara, com Marisa Orth; A Vedete do Brasil, com Suely Franco e elenco; A Última Sessão de Freud, com Odilon Wagner e Marcello Airoldi; Meu Corpo Está Aqui, com elenco de PcDs (Pessoas com Deficiência); Nasci Pra Ser Dercy, com Grace Gianoukas; Hilda e Caio, com Lavínia Pannunzio e Andre Kirmayr; Tom na Fazenda, com Armando Babaioff e elenco; Traidor, com Marco Nanini; e Ficções, com Vera Holtz e Federico Puppi. Também tivemos uma oficina e filme seguido de debate com Bia Lessa e parte do elenco, além de A Menina Escorrendo dos Olhos da Mãe, com Sílvia Buarque e Guida Vianna.

Além desses espetáculos da programação Uberlândia na Rota das Culturas, assinamos a produção local de mais quatro peças: uma com a Cia. Deborah Colker de Dança, outra com o comediante Marco Veras, mais uma com o comediante e ilusionista Gabriel Louchard, e um espetáculo incrível sobre Guimarães Rosa, de Giusepe Oristânio.

É importante destacar que, em quase todos os eventos deste ano, tivemos artistas e grupos locais se apresentando antes dos espetáculos principais. Também oferecemos oficinas gratuitas, palestras e debates. Outro desdobramento relevante deste ano foram três exposições de fotos de Beto Oliveira, que mostraram parte dos espetáculos que trouxemos e/ou produzimos ao longo de três décadas. Em todos os eventos, houve acessibilidade, incluindo intérpretes de Libras, audiodescrição e, até mesmo, a revista lançada em fevereiro deste ano, que também contou com audiodescrição.

Paralelamente, neste ano, formatamos um projeto para uma jovem cantora lírica brasileira, com participações especiais de Wagner Tiso, Thiago Arancam e orquestras, levando a apresentação para Brasília (Teatro da Funarte), São Paulo (Teatro J Safra) e Rio de Janeiro (Sala Cecília Meirelles).

Para 2025, temos uma programação ainda mais impactante, mas preferimos não revelar detalhes agora. Embora as atrações já estejam confirmadas, ainda dependemos das captações de patrocínios e negociações com os envolvidos. No entanto, já adianto que será absolutamente incrível, assim como foi este ano e como tem sido ao longo de todos esses anos.

Alitéia Milagre: Você é jornalista, mas preferiu se enveredar pela produção cultural. O que te fez seguir por esse caminho?

Carlos Guimarães: Na verdade, eu ainda sou jornalista, embora muitas pessoas do meio nem percebam isso. É uma profissão que adoro, e, sem modéstia, creio que exerço bem. De vez em quando, é o que me salva. Só não atuo em veículos populares. Produzo as revistas do Celso Machado, da Close, a revista do Cajubá, e outros “bicos” que surgem. Algumas pessoas me perguntam onde encontro tempo para tudo isso, e eu nem sei responder, porque também me surpreendo. Acho que meu sobrenome é trabalho (risos). Costumo brincar que atuo em duas áreas cujos profissionais, por insistência e inconveniência de horários, são tidos como chatos: o jornalista e o produtor cultural. Em ambas, a maioria está disponível 24 horas.

Revisitando o passado, vejo que essas duas profissões, ainda que de forma involuntária, estiveram presentes na minha infância e adolescência. Por isso, acho que não foi por acaso. Se eu contar como foi o início de cada uma dessas profissões, pode parecer que foi um acaso. Mas, ao retroceder no calendário, fica claro que a cultura e a comunicação sempre estiveram comigo de alguma forma.

 

 

 

 

FONTE/CRÉDITOS: Alitéia Milagre
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