O francês Jean-Éric Vergne vai completar 155 largadas no Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E neste sábado, 16 de maio, na Etapa 9 do E-Prix de Mônaco. Competindo desde a primeira temporada, acumulando 38 pódios e 11 vitórias, Vergne é um dos maiores talentos do grid e único bicampeão do Campeonato de Pilotos da Fórmula E. Ainda assim, o piloto se vê surpreso com o novo carro GEN4, que está sendo desenvolvido pelas equipes para fazer sua estreia na Temporada 13 (2026/2027).
"É um carro muito impressionante, até mesmo para mim. A primeira vez que usei 600 kW foi em uma pista pequena. É algo que você nunca realmente experimenta como piloto de corrida. Nunca dirigi um carro que acelerasse com tanta força: tração nas quatro rodas, 600 kW, o carro simplesmente te catapulta, é bem impressionante. Então, sim, acho que vai causar impacto", afirmou o dono do carro número 25 da Citroën Racing, durante coletiva dos pilotos.
Carro elétrico 70% mais potente, com até 815 cv
Apresentado globalmente no Circuito Paul Ricard, na França, o carro GEN4 da Fórmula E marca o início de uma nova era para o automobilismo elétrico.
O GEN4 oferecerá 50% mais potência no Modo de Corrida do que o atual carro GEN3 Evo. Assim, será capaz de atingir velocidades superiores a 335 km/h, cumprir aceleração de 0 a 100 km/h em aproximadamente 1,8 segundo (ainda 30% mais veloz que um carro atual da Fórmula 1), e de 0 a 200 km/h em apenas 4,4 segundos, sendo cerca de 1,5 segundo mais rápido que seu antecessor.
Além disso, o GEN4 é o único carro de corrida monoposto do mundo com tração integral permanente. No MODO DE ATAQUE, o GEN4 produz até 600 kW de potência (cerca de 815 cavalos), aumento de 71% na potência base em relação ao GEN3 Evo, proporcionando um desempenho que ultrapassa todos os limites atuais das corridas elétricas.
Até 10 segundos mais veloz que GEN3 Evo
A demonstração em pista destacou o ritmo do GEN4 em condições reais, alternando voltas com seus antecessores GEN1, GEN2 e GEN3, ressaltando um salto impressionante em inovação e desempenho puro.
Com isso, o carro GEN4 será, em média, 10 segundos mais rápido por volta do que o carro GEN3 no Modo de Classificação.
Potência de regeneração também será ampliada, com 700 kW (equivalente a 940 cv medidos nos freios), além de trazer bateria maior, de 56 kWh, com ampliação de 43% da capacidade de carga em relação à geração atual.
Também haverá elementos que vão auxiliar pilotos e modificar a relação de dirigibilidade do carro, com dois diferentes pacotes aerodinâmicos (baixa e alta downforce), além de assistência de direção e redesenho ergonômico do cockpit, ampliando ainda os níveis de segurança e inclusão no automobilismo de ponta.
A GEN4 também será a nova referência em tecnologia e sustentabilidade no automobilismo internacional, sendo o primeiro carro feito 100% com materiais recicláveis ou reutilizáveis, além de não ter minerais raros na composição de sua bateria elétrica.

- Imagem: Carro GEN4 pilotado pelo piloto de desenvolvimento e Diretor de Esportes da Fórmula E, James Rossiter, em Paul Ricard
- Crédito: Fórmula E/Divulgação
Temporada 12 difícil para piloto francês
A bordo de uma equipe que estreia na Fórmula E, mas que traz uma dupla experiente de pilotos, Vergne analisou a primeira metade da Temporada 12, na qual aparece apenas em 15º na tabela, com 14 pontos em oito etapas, chegando três vezes em oitavo lugar na corrida. Ao mesmo tempo, já viu o companheiro de garagem, o neozelandês Nick Cassidy, fazer pole position e vencer um E-Prix (Cidade do México).
"Com certeza, esta foi a pior metade de temporada que já tive na Fórmula E", analisou Vergne. "Basta olhar para os pontos, não é difícil chegar a essa conclusão. Mas, por outro lado, sinto que os pontos não refletem o verdadeiro nível de desempenho da nossa equipe. Só os pontos importam, e desculpas não são algo que eu goste de usar".
"Não estou dando desculpas, nem para mim, nem para a equipe. Simplesmente precisamos fazer um trabalho melho, realizar corridas melhores, ter fins de semana melhores e começar a somar pontos importantes".
Vergne, porém, não deixou de elogiar Cassidy e seuinício fantástico com a Citroën:
"Quer dizer, o Nick conseguiu", disse, apontando para o companheiro de equipe, "obviamente, não é porque ele está ao meu lado, mas acho que ele é provavelmente o melhor piloto desta geração da Fórmula E. E ele certamente sabe como fazer coisas mágicas no momento certo, algo que eu não consegui fazer este ano".
Vergne mudou-se para a Citroën depois de uma longa passagem pela DS Penske, mas as duas equipes compartilham os motores do Stellantis.
"Estou com as mesmas pessoas há muito tempo, mas tenho uma certa maneira de conduzir as corridas que claramente não está funcionando este ano. Então, acho que tanto a equipe quanto eu chegamos à conclusão de que algumas coisas precisam mudar na forma como abordamos as corridas, como nos comunicamos e como tomamos decisões"
"Acho que estamos conseguindo. Acho que não é ruim estar nessa situação de dificuldade. Isso nos faz trabalhar mais. Nos faz encontrar soluções, e todo o trabalho que estamos fazendo agora dará frutos um dia. Tenho bastante certeza disso".
"Teremos esta equipe novamente no próximo ano e o mais importante, claro, é marcar pontos, subir ao pódio, vencer, mas agora que o campeonato meio que acabou para mim este ano, o mais importante é preparar a equipe da melhor forma possível para o próximo ano na GEN4 e que no ano que vem não tenhamos desculpas".
Fórmula E tem rodada dupla com E-Prix de Mônaco, neste final de semana
O Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E retorna às glamorosas ruas de Monte Carlo, Mônaco, para as Etapas 9 e 10 da Temporada 2025/2026. Desde a estreia nas ruas monegascas, em 2015, o principado recebe a categoria 100% elétrica de braços abertos.
A Fórmula E utiliza o circuito completo de 3.337 metros, uma pista icônica que proporciona corridas excelentes e ultrapassagens incríveis. Curvas como Rascasse, Casino Square e o grampo do Fairmont Hotel compõem o clássico circuito de rua, com ultrapassagens em locais inesperados, como a passagem a centímetros um do outro na subida de Beau Rivage. Três das oito corridas também foram vencidas com vantagem de menos de meio segundo. Além disso, em todas as oito corridas em Mônaco, pelo menos um piloto ganhou nove ou mais posições em relação à sua posição no grid.
- Imagem: Jean-Éric Vergne na chegada ao paddock do E-Prix de Mônaco
- Crédito: Jordan McKean/LAT Images/Fórmula E/Divulgação
Programação: como assistir ao E-Prix de Mônaco de 2026
A programação em Mônaco é um pouco diferente da maioria das outras corridas, com o sábado concentrando as duas sessões de Treinos Livres pela manhã, com início das atividades às 7h30, horário local – 02h30 na madrugada de sábado para o horário oficial de Brasília.
A última temporada também marcou a introdução de duas corridas no fim de semana do E-Prix de Mônaco. Esse formato continuará na Temporada 2025/26, com corridas consecutivas no sábado e no domingo.
Este formato também significa que haverá uma corrida PIT BOOST no sábado para agitar a estratégia, onde os pilotos devem fazer uma parada obrigatória nos boxes no meio da corrida para que seus carros recebam a recarga ultrarrápida de 10% de energia (3,85 kWh) através de um impulso de 600 kW por 30 segundos no pit lane.
No Brasil, a transmissão fica a cargo de Band/Band Sports e Grande Prêmio, nos dias 16 e 17 de maio:
Treino Livre 1: Sábado, 16 de maio, 02h30 de Brasília (07h30, hora local);
Treino Livre 2: Sábado, 16 de maio, 04h10 de Brasília (09h10, hora local);
Classificação: Sábado, 16 de maio, 05h40 de Brasília (10h40, hora local);
Corrida – Etapa 9: Sábado, 16 de maio, 10h05 de Brasília (15h05, hora local).
Treino Livre 3: Domingo, 17 de maio, 03h30 de Brasília (08h30, hora local);
Classificação: Domingo, 17 de maio, 05h40 de Brasília (10h40, hora local);
Corrida – Etapa 10: Domingo, 17 de maio, 10h05 de Brasília (15h05, hora local).
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Sobre a Fórmula E
O Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E é conhecido como a próxima evolução do automobilismo. Como a primeira competição totalmente elétrica do mundo, o Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E funciona como um "laboratório vivo de alta velocidade, onde inovação e adrenalina se encontram.
O campeonato atingiu a marca de 150 corridas e serve como um importante campo de testes para os principais fabricantes automotivos do mundo — incluindo Porsche, Jaguar, Nissan, Stellantis, Mahindra e Lola Cars — para inovar e refinar as tecnologias de veículos elétricos (EV) que definirão a mobilidade urbana do futuro.
Por trás desse desempenho está um profundo compromisso com o impacto. A Fórmula E é uma empresa certificada pela B Corp — o primeiro e único esporte do mundo a obter essa certificação —, refletindo sua dedicação a altos padrões de transparência social e ambiental. É também o único esporte do mundo a ser Net Zero Carbon desde sua criação, se tornando recentemente o primeiro a obter a certificação BSI Net Zero Pathway, estabelecendo uma nova referência global para ações climáticas baseadas em ciência.
Como um desafiante progressista no cenário esportivo, o Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E é definido por sua competição imprevisível, disputada roda a roda. Em 11 temporadas, o campeonato coroou 10 campeões diferentes, provando ter um dos títulos mais competitivos e abertos do esporte de nível mundial. Tendo compromisso com a acessibilidade e um grid de pilotos e fabricantes de primeiro nível, o campeonato continua a reescrever as regras do esporte de elite, envolvendo uma nova geração que valoriza a ambição proposital e a ação destemida.
Sobre a ABB:
A ABB é líder global em tecnologia de eletrificação e automação, possibilitando um futuro mais sustentável e eficiente em termos de recursos. Ao conectar seu conhecimento em engenharia e digitalização, a ABB ajuda as indústrias a operarem com alto desempenho, tornando-se mais eficientes, produtivas e sustentáveis para terem um desempenho superior. Na ABB, chamamos isso de “Engineered to Outrun” (Projetado Para Superar). A empresa tem mais de 140 anos de história e cerca de 110.000 funcionários em todo o mundo. As ações da ABB são listadas na SIX Swiss Exchange (ABBN) e na Nasdaq Stockholm (ABB).

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