Passageiros que comprarem as passagens mais baratas de voos do grupo Lufthansa e quiserem levar bagagem de mão terão que em breve pagar uma taxa extra.
O grupo alemão anunciou nesta quinta-feira (23/04) que vai introduzir uma nova tarifa inicial chamada Economy Basic, que prevê custo adicional para clientes que levarem para passageiros que desejarem levar na cabine itens maiores que "uma bolsa para laptop ou uma pequena mochila".
"Quem quiser levar mais bagagem pode adicionar, de forma flexível, bagagem de mão ou despachada como um serviço adicional dentro desta tarifa particularmente acessível ou escolher uma opção tarifária com franquias de bagagem ampliadas", disse o grupo aéreo alemão nesta quinta-feira.
A partir de 28 de abril, de forma gradual, a nova tarifa poderá ser reservada online para voos europeus de curta e média distância, com início das viagens a partir de 19 de maio, em todas as marcas do grupo.
A Lufthansa justifica que a opção será oferecida por um custo mais baixo em relação à atual classe de entrada, a Economy Light. A empresa argumenta que isso permitirá "uma seleção clara e transparente, adaptada às necessidades individuais".
Modelo é criticado na Europa
Com a nova regra, a Lufthansa pode estabelecer uma tendência entre as companhias aéreas europeias de serviço completo. No continente, o bilhete que permite apenas levar um item pessoal na cabine costuma ser praticado por companhias aéreas de baixo custo, como Ryanair, EasyJet e Wizz Air.
As estritas regras de bagagem dessas empresas já renderam uma advertência da Organização Europeia de Consumidores (BEUC). Entidades de defesa do consumidor defendem que cada passageiro tenha o direito de levar para a cabine uma mala de mão, além de seus pertences pessoais.
O aumento nos preços do combustível de aviação, impulsionado pela guerra no Irã, forçou companhias aéreas em todo o mundo a adotar medidas como elevar tarifas e reduzir suas projeções financeiras.

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