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Domingo, 25 de Janeiro de 2026
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Milhares protestam sob frio extremo em Minnesota

Centenas de estabelecimentos comerciais fecharam em reação à política anti-imigração do governo Trump. Cerca de 100 religiosos foram presos. Passeatas ocorreram sob temperaturas de até -29 °C

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Por Cidade a Cidade
Milhares protestam sob frio extremo em Minnesota
Religiosos se reuniram no aeroporto internacional de Minneapolis-St. Paul, em protesto contra voos de deportaçãoFoto: Kerem Yücel/Minnesota Public Radio/AP Photo/picture alliance
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Milhares de manifestantes enfrentaram o frio congelante nesta sexta-feira (23/01) para marchar em diversos pontos das cidades adjacentes de Minneapolis e St. Paul  para protestar contra as grandes operações anti-imigração realizadas pelo governo dos Estados Unidos, e vários estabelecimentos comerciais fecharam as portas em meio à indignação com a detenção de um menino de cinco anos.

Restaurantes, lojas e instituições culturais fecharam as portas após a convocação para os protestos contra as operações dos agentes nesta cidade do estado de Minnesota, no norte do país. Os organizadores afirmam que mais de 700 estabelecimentos em todo o estado estiveram fechados.

Ato contra voos de deportação

Centenas de pessoas também se reuniram no Aeroporto Internacional de Minneapolis-Saint Paul para protestar contra voos que transportavam imigrantes detidos pela imigração federal.

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As autoridades informaram que cerca de 100 membros do clero e dezenas de outros manifestantes foram presos do lado de fora do terminal principal do aeroporto por excederem os limites da permissão concedida para o protesto e interromperem as operações aéreas.

Os membros do clero receberam intimações por contravenção penal por invasão de propriedade e por desobediência às ordens dos policiais, antes de serem liberados, segundo um porta-voz do aeroporto.

Manifestantes agasalhados e, em primeiro plano, pessoa com rosto coberto e neve sobre o gorro
Sensação térmica atingiu -40 °CFoto: Craig Lassig/UPI Photo/Newscom/picture alliance

Campanha contra imigração

Milhares de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) foram mobilizados em Minneapolis há semanas como parte da campanha do presidente Donald Trump contra a imigração.

As temperaturas chegaram a -29 °C (com sensação térmica de -40 °C), os organizadores disseram que até 50 mil pessoas foram às ruas, um número que a agência de notícias Reuters não conseguiu confirmar, já que a polícia de Minneapolis não respondeu a um pedido de estimativa do público.

Muitos manifestantes se reuniram posteriormente dentro do Target Center, uma arena esportiva com capacidade para 20 mil pessoas, que estava com mais da metade da capacidade ocupada.

As passeatas ocorrem após semanas de confrontos, por vezes violentos, entre agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) e manifestantes contrários à repressão de Trump.

Milhares de agentes do ICE foram mobilizados em Minneapolis por semanas como parte da política anti-imigração de Trump.

A cidade tem sido palco de protestos cada vez mais tensos desde que um agente federal matou a tiros a americana Renée Good em 7 de janeiro.

A indignação foi reacesa pelo caso de Liam C. R., de cinco anos, e seu pai, Adrian C. A., um cidadão equatoriano, que foram detidos na terça-feira ao chegarem em casa.

Zena Stenvik, superintendente das escolas públicas de Columbia Heights, onde o menino frequentava a pré-escola, disse que a criança foi usada como "isca" por agentes de imigração para tentar forçar as pessoas dentro da casa a saírem.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, confirmou na quinta-feira que o menino estava entre os detidos, mas explicou que os agentes tentaram protegê-lo depois que seu pai "fugiu" da operação.

"O que eles deveriam fazer? Deixar um menino de cinco anos morrer congelado?", questionou.

Arias, o pai do menino, está detido em um centro de detenção no Texas, de acordo com um banco de dados do ICE que não inclui informações sobre a localização de menores de 18 anos.

O comandante do ICE, Marcos Charles, afirmou que o alvo de seus agentes não era a criança e reiterou que fizeram "tudo o que podiam" para reunir o menino com sua família, mas se recusaram a abrir a porta depois que o pai o abandonou e fugiu dos agentes de imigração.

Segundo o comandante Charles, o menino e seu pai entraram ilegalmente no país e são "deportáveis".

FONTE/CRÉDITOS: DW Brasil
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