O estilista italiano Giorgio Armani morreu, conforme informou sua empresa nesta quinta-feira (4).
Segundo a empresa, o senhor Armani, como era chamado com respeito pelos funcionários, faleceu de forma serena, cercado por seus entes queridos. “Criador da marca que leva seu nome, Armani trabalhou até os últimos dias, envolvido com coleções e novos projetos. Ao longo de mais de cinco décadas, construiu uma das grifes mais influentes do mundo, expandindo sua visão para além da moda e tornando-se referência de estilo e elegância”, diz um trecho do comunicado.
Armani, aos 91 anos, era sinônimo de estilo e elegância italianos modernos. Ele combinava o talento de um estilista com a perspicácia de um empresário, comandando uma empresa que faturava cerca de 2,3 bilhões de euros (cerca de R$ 14,5 bilhões) por ano.
Reservado, signore Armani (como era tratado por todos) não costuma ter sua privacidade escancarada nos tabloides. As horas vagas — uma raridade— eram gastas com a família e os amigos, às vezes em seu barco. Nas viagens, era ciceroneado por uma comitiva. Segundo o “The Guardian”, eram assessores, guarda-costas e executivos — ele não tinha filhos, mas estava sempre com a sobrinha Roberta.
As cerimônias de despedida terão início no sábado, 6 de setembro, com a abertura da câmara ardente, instalada no Armani/Teatro, em Milão. O espaço, que é uma sala escura iluminada apenas por tochas ou velas, poderá ser visitado por admiradores, amigos e familiares até domingo, 7. Depois disso, por desejo expresso de Armani, o funeral será realizado em cerimônia privada.

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