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Morre senador republicano Lindsey Graham, aos 71 anos

Importante aliado de Trump, político morreu dois dias após fazer aniversário e após retornar de uma viagem à Ucrânia, onde se encontrou com Zelenski

Cidade a Cidade
Por Cidade a Cidade
Morre senador republicano Lindsey Graham, aos 71 anos
Graham diante de tanque russo destruído: senador americano esteve ainda nesta sexta-feira em Kiev/Foto: Efrem Lukatsky/AP Photo/picture alliance
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O proeminente senador americano Lindsey Graham, importante aliado do presidente dos EUA, Donald Trump, morreu aos 71 anos após uma "breve e súbita doença”, informou seu gabinete neste domingo (12/07).

Graham, conhecido por sua atuação em política externa, era um firme defensor da guerra contra o Irã e, nos últimos anos, pressionou tanto os governos Trump quanto Biden a apoiarem a luta de Kiev contra a invasão russa.

O gabinete do senador republicano da Carolina do Sul informou, em comunicado publicado em sua conta oficial no X, que ele "faleceu em decorrência de uma breve e súbita doença” na noite de sábado.

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"A família do senador Graham agradece as orações neste momento e pede privacidade durante este período extremamente difícil”, dizia o comunicado.

A emissora NBC News informou que os serviços de emergência responderam a uma chamada por "parada cardíaca” na residência de Graham em Capitol Hill na noite de sábado, de acordo com gravações de rádio da polícia obtidas pela emissora e por outros veículos.

No entanto, nem seu gabinete nem pessoas próximas ao senador confirmaram oficialmente a causa da morte.

Surpresa

A notícia pegou muitos de surpresa, considerando a intensa agenda pública de Graham. Ele havia comemorado seu 71º aniversário na quinta-feira, encontrado o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, em Kiev na sexta-feira e estava programado para conceder uma entrevista à emissora NBC News na manhã de domingo.

Zelenski afirmou estar profundamente entristecido. "Ele visitou a Ucrânia dez vezes durante os anos da invasão em larga escala da Rússia e esteve com nosso povo quando mais precisávamos", afirmou, em publicação no Facebook. "Os EUA e o mundo perderam um líder determinado", acrescentou o líder ucraniano.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, elogiou o empenho de Graham em apoiar a Ucrânia, chamando-o de "um líder determinado e destemido”.

Trump prestou homenagem ao influente senador neste domingo, chamando-o de "uma das maiores pessoas” em uma publicação na rede Truth Social.

"O senador Lindsey Graham, uma das maiores pessoas e senadores que já conheci, morreu! Ele estava sempre trabalhando e era um verdadeiro patriota americano. Lindsey fará muita falta!!!”

Tentativa frustrada de concorrer à Presidência

Graham fez uma tentativa malsucedida de concorrer à Presidência em 2016, alertando na época que os republicanos não deveriam apoiar Trump porque ele era alguém que explorava questões raciais, xenófobo e intolerante religioso.

A relação entre os dois foi posteriormente abalada pela invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021.

Na ocasião, Graham afirmou que seus colegas republicanos deveriam "me deixar de fora, já basta”. No entanto, mais tarde ele votou contra a condenação de Trump em seu julgamento de impeachment.

Graham reconciliou sua relação com Trump após o retorno dele ao cargo e apoiou sua campanha de reeleição.

"Grande amigo de Israel”

Graham também era um forte apoiador de Israel e um defensor da linha dura em relação ao Irã.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu declarou: "Lindsey é um grande amigo de Israel e um amigo muito querido meu.”

"Lindsey entendia que a segurança de Israel e dos Estados Unidos é inseparável. Ele dedicou sua vida à defesa da América, ao fortalecimento da nossa aliança e à defesa do mundo livre”, afirmou Netanyahu em comunicado divulgado por seu gabinete.

O presidente de Israel, Isaac Herzog, disse que a notícia o deixou "chocado e com o coração partido”.

"O senador Graham foi um farol de clareza moral e um verdadeiro líder da parceria entre os Estados Unidos e Israel”, escreveu ele em uma publicação no X.

"Insubstituível”

A morte de Graham ocorre enquanto a hospitalização, já há várias semanas, do ex-líder republicano do Senado Mitch McConnell gera preocupação dentro do partido nos meses finais de sua longa carreira no Congresso.

Os republicanos possuem uma estreita maioria de 53 a 47 no Senado, o que lhes dá pouca margem para ausências em votações ou dissidências. McConnell foi internado no mês passado e não vota desde 11 de junho.

Graham foi eleito pela primeira vez para a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos em 1994, antes de ser eleito para o Senado em 2002.

Posteriormente, foi reeleito para o Senado em 2008, 2014 e 2020 e, mais recentemente, servia como presidente da Comissão de Orçamento do Senado.

O governador da Carolina do Sul, Henry McMaster, descreveu Graham como "insubstituível”.

"O mais combativo defensor da Carolina do Sul e da América — e um amigo leal e constante”, escreveu McMaster no X.

Criado na cidade de Central, na Carolina do Sul, onde seus pais administravam um restaurante e um salão de bilhar, Graham foi o primeiro membro de sua família a frequentar a universidade, de acordo com sua biografia no site do Senado.

Ele atuou como advogado militar e alcançou a patente de coronel da Força Aérea, experiência que influenciou sua postura intervencionista em política externa.

Em 2002, votou a favor da ação militar contra o Iraque após os ataques de 11 de setembro e, posteriormente, apoiou uma presença militar de longo prazo dos Estados Unidos no Afeganistão.

Graham era um crítico frequente da política externa do presidente Barack Obama, classificando-o em 2015 como um "fraco opositor do mal” devido à negociação de um acordo nuclear com o Irã.

FONTE/CRÉDITOS: Redação DW

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