Mortes por câncer que estão relacionadas à obesidade triplicam nos Estados Unidos, revela pesquisa apresentada na Reunião Anual da Endocrine Society deste ano. Os investigadores examinaram 33.572 mortes nos EUA por cânceres associados ao sobrepeso entre 1999 e 2020, e os resultados revelaram que as taxas de mortalidade ajustadas por idade aumentaram de 3,73 para 13,52 por milhão de pessoas. O estudo mostra que as maiores incidências estão entre idosos, mulheres, pessoas negras não hispânicas e residentes de áreas rurais.
De acordo com o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), principal agência de saúde pública dos EUA, 40% dos adultos vivem com obesidade. A doença está relacionada a 13 tipos de câncer, como o de mama, pâncreas, tireóide e até o mieloma múltiplo, doença oncológica das células plasmáticas da medula óssea, que se multiplicam de forma anormal.
O câncer e a obesidade no Brasil
No Brasil, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece a obesidade como uma doença crônica e aponta que 650 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com a condição. O órgão também revela que o excesso de peso corporal representa 13 casos de câncer em cada 100 analisados.
O sobrepeso requer atenção, visto que dados do Ministério da Saúde, de 2021, alertam que a obesidade infantil afeta 3,1 milhões de crianças com menos de 10 anos. Enquanto isso, 31,2% dos adolescentes brasileiros estão com excesso de peso, segundo um estudo da FIOCRUZ de 2022.
O médico clínico geral Dr. Marcelo Bechara, especialista em Hormonologia, Longevidade e Saúde, e estudioso da obesidade, explica a relação entre o acúmulo de gordura corporal e o desenvolvimento do câncer. “O sobrepeso favorece a inflamação do corpo, alterando o sistema imunológico e desregulando os hormônios. Essa inflamação estimula o descontrole das células, favorecendo o desenvolvimento de diversos cânceres”, explica Bechara.
Para o especialista, os cenários apresentados são preocupantes. Por isso, sugere hábitos que, apesar de simples, são capazes de melhorar a saúde, gerar mais qualidade de vida e prevenir o surgimento de doenças.
“Estamos diante de uma geração que pode sofrer, cada vez mais cedo, com doenças que eram conhecidas como problemas da vida adulta, como diabetes, hipertensão e, principalmente, o câncer. Os estudos mostram que o excesso de peso em qualquer fase da vida oferece danos à saúde, e os mais jovens, infelizmente, estão lidando com as consequências”, destaca o médico. Bechara aponta, ainda, alguns hábitos que podem levar a uma vida mais equilibrada e saudável, como:
- Praticar atividades físicas regularmente;
- Adotar uma alimentação saudável - rica em proteínas, verduras, legumes e frutas;
- Dispor de boas noites de sono - entre 8 e 10 horas diárias;
- Evitar o consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo;
- Evitar a ingestão de gorduras e açúcares.
Sobre Marcelo Bechara:
Dr. Marcelo Bechara é médico clínico e cirurgião geral, formado em Medicina pela Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES) há mais de 16 anos. Com especializações em Longevidade e Saúde, Hormonologia e Reposição Hormonal Masculina na Harvard Medical School. O médico também é autor do livro ‘A Chave do Emagrecimento’.
Atualmente, Bechara atua com Medicina Integrativa, na clínica que recebe seu nome, inaugurada em 2023 em Praia Grande, litoral de São Paulo. Em seu consultório, realiza cuidados que vão além do tratamento de doenças, promovendo melhora no bem-estar e na qualidade de vida de seus pacientes.

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