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Sexta-feira, 24 de Julho 2026
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Onda de calor provoca recorde de internações em Tóquio

Mais de 450 pessoas foram hospitalizadas em um único dia, o maior número desde 2010. Autoridades classificam a situação como um "desastre", após mortes e milhares de atendimentos no país

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Por Cidade a Cidade
Onda de calor provoca recorde de internações em Tóquio
Algumas cidades japoneses têm registrado temperaturas acima de 40 °C/Foto: David Mareuil/Anadolu Agency/IMAGO
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Mais de 450 pessoas precisaram de atendimento hospitalar por problemas relacionados ao calor em um único dia em Tóquio, o maior número desde o início dos registros, há 16 anos, informaram os serviços de emergência do Japão nesta quinta-feira (23/07).

Segundo o Corpo de Bombeiros de Tóquio, 453 pessoas foram levadas a hospitais na quarta-feira em decorrência de sintomas associados às altas temperaturas, o maior número desde o início da série histórica, em 2010. Os atendimentos de emergência também atingiram o nível mais alto desde pelo menos 1963.

O dado foi divulgado em meio a uma onda de calor que já causou ao menos 14 mortes no Japão na última semana e levou autoridades a classificar a situação como um "desastre".

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"Estamos orientando a população a se hidratar e utilizar ar-condicionado", disse um porta-voz da corporação.

De acordo com ele, o número de pacientes aumentou na mesma proporção em que as temperaturas subiram, com altas mais acentuadas na terça e na quarta-feira.

Em Tóquio, onde vivem cerca de 14 milhões, uma pessoa morreu durante a atual onda de calor. Outras quatro estão em estado crítico e 18 em estado grave.

Calor tratado como "desastre"

A Agência de Gestão de Incêndios e Desastres informou que cerca de 11 mil pessoas procuraram atendimento médico de emergência em todo o país na última semana por problemas relacionados ao calor. Dessas, 14 já chegaram sem vida aos hospitais.

Homem usa uma mangueira para jogar água na cabeça de uma pessoa em frente a uma lanchoneteHomem usa uma mangueira para jogar água na cabeça de uma pessoa em frente a uma lanchonete
Funcionário de uma lanchonete tenta refrescar uma pessoa derramando água sobre a cabeça, em TóquioFoto: Issei Kato/REUTERS

Segundo o órgão, "não é exagero" descrever a atual onda de calor como um desastre, diante do número de pessoas hospitalizadas e de mortes por insolação.

Alertas de insolação foram emitidos para quase todo o território japonês. A Agência Meteorológica do Japão (JMA) colocou 41 das 47 prefeituras do país sob alerta e recomendou atenção especial aos idosos, grupo considerado particularmente vulnerável aos efeitos das altas temperaturas.

"As temperaturas vêm subindo desde meados de julho e o calor severo deve continuar em todo o país", informou a agência de desastres.

Nesta quinta-feira, até o início da tarde, pelo menos seis localidades haviam registrado temperaturas acima de 40 °C. Em outras três, os termômetros marcaram 39,9 °C. A maior temperatura foi em Hamamatsu, com 41,1 °C.

"Dias cruelmente quentes"

Neste ano, o Japão adotou um novo termo para designar temperaturas superiores a 40 °C: "kokushobi", expressão que pode ser traduzida como "dia cruelmente quente".

Em uma rua, mulher dá uma colherada de sorvete na boca de um rapaz, que segura um ventilador de mãoEm uma rua, mulher dá uma colherada de sorvete na boca de um rapaz, que segura um ventilador de mão
"Kokushobi": expressão pode ser traduzida como "dia cruelmente quente"Foto: David Mareuil/Anadolu Agency/IMAGO

O novo termo foi criado para ampliar a atenção da população aos alertas de calor, embora não esteja ligado à adoção automática de medidas em nível nacional.

O porta-voz do governo, Minoru Kihara, afirmou que as autoridades têm buscado reduzir os impactos da onda de calor por meio de iniciativas como a instalação de aparelhos de ar-condicionado em ginásios escolares.

Kihara destacou que o Japão registra cerca de 1.300 mortes relacionadas ao calor por ano e que o governo pretende reduzir esse número pela metade até 2030.

"Pedimos a todos os cidadãos que acompanhem os alertas de insolação em suas regiões, usem ar-condicionado e outros equipamentos de refrigeração de forma adequada e mantenham a hidratação, inclusive com reposição de sais", afirmou.

O país registrou em 2025 o verão mais quente de sua história.

FONTE/CRÉDITOS: Redação DW

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