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Sexta-feira, 24 de Abril de 2026
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Parlamento da UE enfraquece lei da cadeia de suprimentos

Aprovada por conservadores com apoio da ultradireita, reforma abranda regras para responsabilização de empresas por abusos ocorridos em cadeias de suprimentos, como o uso de trabalho infantil ou forçado

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Parlamento da UE enfraquece lei da cadeia de suprimentos
Ardan Fuessmann/Eibner-Pressefoto/picture alliance
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Parlamento Europeu aprovou nesta quinta-feira (13/11) a flexibilização da lei da cadeia de suprimentos, que pune empresas que se beneficiam de violações de direitos humanos e de regras ambientais cometidas por seus fornecedores.

A reforma visa simplificar as obrigações para as empresas, aplicando a lei apenas a algumas grandes firmas e eliminando a obrigação de elas elaborarem planos de proteção climática. Também foram aprovadas penalidades mais brandas às empresas em caso de descumprimento.

O Parlamento agora pode iniciar negociações finais com os países-membros da União Europeia. 

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Aliança de conservadores e extrema direita

A proposta foi apoiada por membros do conservador Partido Popular Europeu (PPE), mas a maioria só foi alcançada com os votos de dois grupos de ultradireita no Parlamento: o Europa das Nações Soberanas, que inclui o partido de ultradireita alemão Alternativa para a Alemanha (AfD), e o Patriotas pela Europa, do qual fazem parte o Fidesz do presidente húngero Viktor Orbán e o francês Reunião Nacional.

No total, 382 eurodeputados votaram a favor da reforma, 249 votaram contra e 13 abstiveram-se.

"Hoje é um bom dia para a competitividade da Europa", disse Manfred Weber, líder do PPE.

O PPE, no entanto, foi alvo de duras críticas por não contar com a sua tradicional maioria, que é formada em alianças com social-democratas e liberais. "Qualquer pessoa que apresente emendas que só podem ser aprovadas com o apoio de extremistas está cooperando com eles", disse René Repasi, eurodeputado do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD).

A presidente do grupo liberal Renovar, Valérie Hayer, falou de uma "disposição imprudente para ficar do lado da ultradireita em detrimento do centro pró-europeu na Europa".

A eurodeputada Mary Khan, do partido AfD, disse que o "cordão sanitário" havia caído, um termo usado para descrever um acordo informal entre os grupos moderados no parlamento para não cooperar com a ultradireita.

Tropeço em votação secreta

Liberais, social-democratas e o PPE haviam chegado a um acordo para a reforma semanas atrás.

No entanto, o documento de posição não conseguiu obter maioria em uma votação secreta em outubro, provocando fortes críticas, inclusive do chanceler federal alemão, Friedrich Merz, cujo partido, a União Democrata Cristã (CDU), faz parte do PPE.

Antes da votação no Parlamento, a lei já havia sido diluída. Originalmente, ela atingiria empresas com mais de mil funcionários e um faturamento de pelo menos 450 milhões de euros. Posteriormente, os requisitos foram alterados para abarcar empresas com mais de 5 mil funcionários e um faturamento anual de pelo menos 1,5 bilhão de euros.

Lei controversa

A diretiva da UE sobre a cadeia de suprimentos foi inicialmente adotada em 2024 com o objetivo de apoiar os direitos humanos globalmente, responsabilizando as grandes empresas por violações em suas cadeias de suprimentos, como o uso de trabalho infantil ou forçado.

O dispositivo foi muito criticado por empresários e políticos, que a consideravam excessivamente burocrática e prejudicial à competitividade do bloco. A pressão levou ao adiamento da implementação das regras antes mesmo que a Comissão Europeia propusesse uma revisão no início do ano.

FONTE/CRÉDITOS: DW Brasil
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