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Partido alemão chama ações de Israel em Gaza de genocídio

Partido A Esquerda adota resolução que classifica ações de Israel na guerra de Gaza como genocídio dos palestinos.

Cidade a Cidade
Por Cidade a Cidade
Partido alemão chama ações de Israel em Gaza de genocídio
A atual copresidente Ines Schwerdtner busca a reeleição para a liderança partidária/Foto: Amrei Schulz/IMAGO
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O partido político alemão A Esquerda (Die Linke, em alemão) decidiu nesta sexta-feira (19/06) que vai classificar as ações de Israel na guerra de Gaza como genocídio, após a aprovação de uma resolução correspondente por ampla maioria.

"Organizações internacionais, organizações de direitos humanos e inúmeros especialistas em direito internacional falam de um genocídio dos palestinos em Gaza. Endossamos essa avaliação", diz o texto.

Acusações de antissemitismo

A guerra em Gaza se tornou um tema sensível para o partido, que é repetidamente confrontado com acusações de antissemitismo. A redação da resolução de dez páginas foi negociada internamente ao longo de vários dias, até que se chegasse a um compromisso.

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Uma contrarresolução, com uma redação mais forte, foi rejeitada. O texto final inclui um compromisso com o direito do Estado de Israel à existência. "Como um refúgio seguro para os judeus, o Estado de Israel tem um significado histórico e contemporâneo especial", afirma.

"Também defendemos o direito da Palestina à existência e a igualdade de direitos para todas as pessoas na Palestina."

Apoio explícito à vida judaica na Alemanha

Segundo a resolução, o partido na Alemanha quer proteger a vida judaica em toda a sua diversidade na Alemanha. "Condenamos a campanha mundial de terror contra o povo e as instituições judaicas e israelenses, que fez inúmeras vítimas nos últimos meses. Jamais vamos tolerar o antissemitismo e o ódio contra os judeus."

Ao mesmo tempo, o partido também defende a proteção da vida palestina na Alemanha.

Neste sábado, segundo dia do congresso do partido, os cerca de 500 delegados elegerão uma nova liderança, composta de dois presidentes. A atual copresidente Ines Schwerdtner e o deputado Luigi Pantisano se candidataram ao cargo.

Pantisano pretende suceder o atual copresidente Jan van Aken, que se retira por motivos de saúde. Schwerdtner apoia a candidatura de Pantisano, que é vice-líder da bancada de A Esquerda no Bundestag.

Os dois concorrem em chapa. Entre seus objetivos está uma meta bem concreta: chegar a 200 mil filiados até 2029.

FONTE/CRÉDITOS: DW Brasil

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