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Segunda-feira, 08 de Junho de 2026
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Paul McCartney diz que briga com John Lennon no fim dos Beatles doeu

McCartney falou sobre a amizade e o atrito com Lennon em entrevista à NME. "Perto do fim dos Beatles, o John estava falando muito mal de mim", disse o músico.

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Paul McCartney diz que briga com John Lennon no fim dos Beatles doeu
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Paul McCartney relembrou que a relação com John Lennon ficou tensa no fim dos Beatles e disse que as críticas do ex-parceiro o machucaram.

Ele contou que, na época, sentiu o ataque como algo pessoal e difícil de engolir. "Na época, foi muito doloroso, como se cravassem pequenos punhais em mim. Era simplesmente irritante, porque você pensava: 'Tenho que responder a ele, o que eu vou fazer?'. Mas, de repente, eu percebi: 'Espera um minuto, é o John. Esse é o cara que eu conheço desde os 16 anos. É simplesmente o que ele faz'. Não doeu tanto assim quando percebi que era apenas o John sendo o John", afirmou.

O cantor também disse que não compõe pensando em uma obrigação de "homenagear" Lennon ou George Harrison. "Eu acho que sim, eu não penseo muito sobre isso", declarou.

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Ao comentar letras do novo álbum, ele citou uma música em que menciona o início da parceria com Lennon em Liverpool. "Em uma das músicas, 'Days We Left Behind', eu falo sobre 'Nos conhecemos na Forthlin Road', que é onde eu costumava morar em Liverpool, e 'Nós criamos um código secreto para nunca ser falado'. Não sinto que tenho que ser respeitoso. Ele é apenas um amigo -é só esse cara que eu conheci, e nós escrevíamos músicas juntos, então não sinto um senso de responsabilidade. Espero que seja responsável", disse.

DISPUTA POR GESTÃO AJUDOU A RACHAR O GRUPO

McCartney relembrou que o desgaste entre os integrantes aumentou por divergências sobre quem deveria cuidar dos negócios da banda. Ele afirmou que defendia o advogado Lee Eastman, enquanto os outros preferiam o empresário Allen Klein.

Segundo McCartney, o tempo reforçou a avaliação dele sobre Klein e ajudou a reaproximação com Lennon. "Eu tive sorte porque nós tínhamos nos separado por causa dos problemas de negócios e tudo mais, e o John acabou concordando com o meu ponto de vista de que o cara que eles queriam trazer [Klein] era um vigarista, e eu tinha sofrido porque todos eles achavam que eu era o maluco, que eu era o vigarista", afirmou.

O músico disse que ouviu de Lennon um reconhecimento, ainda que a contragosto, e avaliou que o período difícil teve um lado necessário. "Então, quando se confirmou que eu tinha razão, foi bom ouvir o John dizer: 'Acho que o Paul talvez estivesse certo' -a contragosto", contou. "Embora tenha sido um período doloroso, nós meio que tínhamos que passar por isso, ou alguém teria nos roubado", completou.

FONTE/CRÉDITOS: Notícias ao Minuto
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