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Quinta-feira, 30 de Abril de 2026
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Rússia volta a atacar Kiev, e bombardeios matam quatro

Mais de 40 pessoas ficaram feridas em todo o país após ataques conduzidos por mais de 600 drones e mísseis russos, segundo autoridades da Ucrânia; há crianças entre as vítimas

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Rússia volta a atacar Kiev, e bombardeios matam quatro
Vladyslav Sodel/REUTERS
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Rússia lançou centenas de drones e mísseis contra a Ucrânia durante a noite e a madrugada de sábado para domingo (28/09), ferindo dezenas de pessoas em todo o país. Apenas na capital, Kiev, quatro pessoas morreram com os ataques, incluindo uma menina de 12 anos, segundo informaram as autoridades ucranianas.

Este é o primeiro grande bombardeio desde que um ataque aéreo a Kiev matou ao menos 21 pessoas no mês passado.

A Rússia disparou um total de 595 drones explosivos e outros dispositivos para confundir o sistema de defesa, além de 48 mísseis, informou a Força Aérea da Ucrânia neste domingo. As defesas aéreas abateram ou bloquearam 566 drones e 45 mísseis, segundo Kiev. 

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Os ataques também tiveram como alvo edifícios residenciais, infraestrutura civil, uma unidade médica e um jardim de infância, de acordo com o prefeito da capital, Vitali Klitschko.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, afirmou que o bombardeio mirou outras regiões do país, deixando mais de 40 pessoas feridas.

O chefe regional de Zaporizhzhia, Ivan Fedorov, disse que três crianças estavam entre os 27 feridos na região, acrescentando que mais de duas dúzias de edifícios foram danificados na capital da região, que tem o mesmo nome.

"Este ataque vil ocorreu praticamente no encerramento da semana da Assembleia Geral da ONU, e é exatamente assim que a Rússia declara sua verdadeira posição. Moscou quer continuar lutando e matando e merece apenas a pressão mais severa do mundo", disse Zelenski após os ataques, que duraram 12 horas.

"O Kremlin se beneficia da continuação desta guerra e do terror, desde que haja lucros com as vendas de energia", afirmou Zelenski.

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Violações do espaço aéreo

A Rússia afirmou no domingo ter atingido alvos militares. "Esta noite, as Forças Armadas da Federação Russa lançaram um ataque em massa... contra empresas do complexo militar-industrial ucraniano", afirmou o Ministério da Defesa de Moscou em comunicado.

A vizinha Polônia enviou caças para proteger seu espaço aéreo após o ataque, depois que a Otan acusou Moscou de estar por trás de uma série de violações do espaço aéreo dos países membros da aliança militar.

Nas últimas semanas, aumentaram as preocupações internacionais de que os combates possam se espalhar além das fronteiras da Ucrânia, com os países europeus repreendendo a Rússia pelo que consideraram provocações.

Os incidentes incluíram drones russos pousando em solo polonês e caças russos entrando no espaço aéreo da Estônia.

A Rússia negou ser responsável pelas incursões ou ter planos de atacar qualquer país sob alçada da aliança militar ocidental.

Durante a Assembleia Geral da ONU, o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, insistiu aos líderes mundiais no sábado que seu país não pretende atacar a Europa, mas dará uma "resposta decisiva" a qualquer agressão.

Zelenski afirmou que a Ucrânia recebeu de Israel um sistema de defesa aérea Patriot, fabricado nos Estados Unidos, e que mais dois devem chegar em breve, após retornar de sua viagem a Nova York, onde também discursou na ONU.

Embora inicialmente neutro no conflito, os laços de Israel com Moscou esfriaram à medida que a Rússia se aproximou do Irã e condenou a guerra de Israel em Gaza.

FONTE/CRÉDITOS: DW Brasil
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