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Sabado, 31 de Janeiro de 2026
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Venezuela diz que vai libertar presos políticos no país

Presidente do Parlamento anunciou libertação de "número importante de pessoas", incluindo venezuelanos e estrangeiros, como gesto para "consolidar a paz e a convivência pacífica"

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Venezuela diz que vai libertar presos políticos no país
Protesto de parentes de presos políticos em 2024: segundo ONG, há 863 presos políticos no país / Ariana Cubillos/AP Photo/dpa/picture alliance
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O presidente do Parlamento da Venezuela e chefe negociador do chavismo, Jorge Rodríguez, anunciou nesta quinta-feira (08/01) a libertação de "um número importante de pessoas", o que inclui venezuelanos e estrangeiros – sem especificar a cifra –, como um "gesto unilateral" para "consolidar a paz e a convivência pacífica" no país.

Rodríguez, irmão da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez , indicou que "este processo de libertação” está "em andamento” e agradeceu ao ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, bem como ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.

Ele também agradeceu ao Reino do Catar e "especialmente” às instituições do Estado, que, acrescentou, "responderam ao apelo" da presidente interina da Venezuela, que ocupa o cargo após a captura  do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

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"Considerem este gesto do governo bolivariano, com sua ampla intenção de buscar a paz, como a contribuição que todos devemos dar para garantir que nossa república continue sua vida pacífica e sua busca pela prosperidade”, declarou Rodríguez em coletiva de imprensa transmitida pelo canal estatal Venezolana de Televisión (VTV).

"Gesto unilateral"

Ele também afirmou que não conversou com "nenhum setor extremista”, como costuma se referir aos líderes do maior bloco de oposição, observando que "eles são a antítese da política”.

"Estamos conversando com instituições políticas, partidos políticos e organizações políticas que respeitam e cumprem o que está estabelecido na Constituição”, esclareceu o presidente do Parlamento, que reiterou que as libertações são um "gesto unilateral” do governo.

Este anúncio ocorre cinco dias após o ataque militar dos EUA em território venezuelano que resultou na captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, e na pressão de diversas ONGs e líderes da oposição pela libertação de presos políticos.

Segundo o último boletim da ONG Foro Penal, existem 863 presos políticos no país, incluindo 86 estrangeiros ou pessoas com dupla nacionalidade, embora o governo venezuelano afirme que eles estão presos por "cometerem crimes terríveis".

FONTE/CRÉDITOS: DW Brasil
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