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Quarta-feira, 20 de Maio de 2026
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"Vozes Veladas" leva teatro e música a espaços públicos de Santos em apresentações gratuitas, incluindo ensaio aberto

Montagem cênico-musical resgata obras censuradas e propõe reflexão sobre repressão, memória e acesso à cultura

Mônica Silva
Por Mônica Silva
Maroka
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Obras proibidas, resistência artística e reflexões sobre os impactos da ditadura militar brasileira estão no centro do espetáculo cênico-musical Vozes Veladas. A montagem é realizada pelo Coletivo (a)gente em parceria com a Cipó Produções, que volta a ocupar espaços públicos de Santos com um ensaio aberto e duas apresentações gratuitas, nos dias 27/3, 4/4 e 9/5. O espetáculo constrói uma dramaturgia entre análise crítica e narrativa ficcional, utilizando elementos heterogêneos como leituras históricas, textos líricos, dramáticos, biográficos, narrativos, plásticos e musicais.

“É uma imersão crítica e poética sobre o período da censura e repressão, desde o início da colonização do Brasil até os dias atuais, a partir do resgate de textos que foram vetados”, adianta Natália Brescancini, artista visual, pesquisadora e educadora, que atua na montagem e assina a assistência de direção.

Vozes silenciadas

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O resultado em cena é uma criação coletiva, com dramaturgia própria e músicas originais inéditas, fruto de uma ampla pesquisa sobre a censura. O trabalho revelou obras proibidas como Reportagem de um Tempo Mau, escrita em 1965 pelo artista santista Plínio Marcos, ainda desconhecida do público.

A intencionalidade é um dos pontos fortes da montagem, que celebra a resistência artística em uma colagem de linguagens resgatando vozes silenciadas. “Queremos ampliar o debate sobre os mecanismos de censura e sua permanência na contemporaneidade, trazendo à tona o acervo do Arquivo Público Estadual Miroel Silveira, que reúne não apenas textos censurados, mas também os prontuários dos processos de veto às peças”, pontua ela.

Apresentações

No dia 27 de março, às 19h, o grupo realiza um ensaio aberto na Futrica Economia Criativa (Rua XV de Novembro, 146, Centro de Santos), compartilhando com o público o processo de construção da obra. “É o momento em que fazemos ajustes e discutimos cenas e detalhes importantes do espetáculo”.

A primeira apresentação de Vozes Veladas será no dia 4/4, às 21h, na Ocupação Palestina Livre Menino Ryan Vive, onde 30 famílias do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) vivem desde setembro passado, em um imóvel abandonado há mais de dez anos, na Rua João Pessoa, 497, Centro.

“Entendemos que a cultura também é importante para sustentar o projeto da ocupação. É um território de vida, memória e resistência. A presença consciente ajuda a fortalecer a cultura e a comunidade”, explica Natália.

A montagem será adaptada à estrutura do local, no piso térreo, com novas marcações de cena, iluminação e recursos visuais. A apresentação é gratuita, mas é necessário reservar ingresso pelo https://forms.gle/PEptJ9MnAChnUuyAA. No dia do evento, haverá arrecadação de alimentos e produtos de limpeza para as famílias da ocupação.

A última apresentação será no dia 9/5, às 21h, na Vila do Teatro, espaço cultural localizado na Praça dos Andradas, 35, Centro. A entrada é gratuita e não é necessário reservar ingresso. “Queremos estar com o grupo fora do teatro tradicional, levando essa linguagem artística para espaços não convencionais, mais próximos do público. Essa proximidade nos move e retroalimenta a própria apresentação”.

Vozes Veladas - crédito: Maroka
Vozes Veladas - crédito: Maroka

 

 Apoio

O projeto foi selecionado no Edital de Chamamento Público nº 004/2024-SECULT, realizado pela Prefeitura Municipal de Santos, aprovado e apoiado com recursos da Lei nº 14.399/2022 – Política Nacional Aldir Blanc – PNAB, nos termos da Lei Nº 14.399/2022, do Decreto Nº 11.740/2023 e do Decreto Nº 11.453/2023.

 

Ficha técnica:

Direção geral: Erik Morais

Assistente de direção: Natália Brescancini

Realização: Coletivo (a)gente

Produção executiva: Cipó Produções, Beatriz Amorejo e Natália Brescancíni

Dramaturgia: Criação coletiva

Direção Musical e Arranjo: Renato Ribeiro

Pesquisa Histórica: Rafael Macedo

Letra: Breno Ayres (voz/violão/baixo)

Intérprete: Soledad

Projeções: Natália Brescancíni

Elenco: Breno Ayres, Erik Morais, Fernando Gois, Jéssica Maia, Natália Brescancíni, e Soledad

Operador de som: Gil Oliveira

Intérprete de Libras: Claudia Regina Pepe

Operadora de Luz: Giovana de Oliveira

Fotografia: Maroka

FONTE/CRÉDITOS: Assessoria de Imprensa
Comentários:
Mônica Silva

Publicado por:

Mônica Silva

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