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YouTube fecha acordo em processo sobre vício em redes

Rapaz de 16 anos afirmou ser dependente de mídias sociais desde os oito anos de idade e acusou design viciante da plataforma de vídeos de afetar sua saúde mental.

Cidade a Cidade
Por Cidade a Cidade
YouTube fecha acordo em processo sobre vício em redes
Design viciante de aplicativos de mídia social é motivo de críticas/Foto: Hollie Adams/REUTERS
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YouTube, do Google, chegou a um acordo extrajudicial em um processo movido por um adolescente da Flórida que alegava que o design viciante da plataforma afetava sua saúde mental, disseram seus advogados nesta terça-feira (23/06).

Os termos do processo não foram divulgados.

O processo também inclui o Instagram da Meta, o Snapchat da Snap Inc. e o TikTok da ByteDance , que devem ser julgados em julho.

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Problemas de saúde mental pelas redes sociais

Segundo documentos judiciais, um rapaz de 16 anos da Flórida, identificado pelas iniciais RKC, afirmou ser viciado em redes sociais desde os oito anos de idade, quando teve o primeiro contato com elas.

Ele culpou especialmente recursos como rolagem infinita e reprodução automática, que impulsionavam o uso compulsivo. RKC disse que perdia o sono e sofria de depressão e ansiedade devido ao vício.

Seus advogados disseram que a decisão do YouTube de resolver o caso em vez de levá-lo a júri "fala por si só".

O porta-voz do Google, José Castaneda, disse que o foco da empresa é "desenvolver produtos adequados à idade e controles parentais que cumpram essa promessa", acrescentando que o processo foi resolvido de forma amigável.

Milhares de processos nos EUA

Milhares de processos judiciais nos EUA acusam as empresas de redes sociais de projetarem plataformas para maximizar o engajamento em detrimento do bem-estar dos jovens usuários.

Muitos países ao redor do mundo proibiram adolescentes de usar redes sociais, ou estão considerando fazê-lo.

As empresas negam as alegações e afirmam ter implementado extensas medidas de segurança.

Julgamento histórico

Em março, um julgamento histórico contra a Meta e o YouTube na Califórnia terminou com um júri considerando as empresas de mídia social culpadas por projetarem suas plataformas para serem viciantes, sem se preocuparem com o bem-estar dos jovens usuários.

A autora da ação, de 20 anos, alegou que sua saúde mental foi prejudicada pelo uso das redes sociais na infância e pelo vício que desenvolveu nelas.

Um júri considerou as empresas negligentes e ordenou que a Meta pagasse 4,2 milhões de dólares (R$ 22 milhões) em indenizações e que o Google pagasse 1,8 milhão de dólars (R$ 9,4 milhões).

FONTE/CRÉDITOS: DW Brasil

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