Outubro chega vestido de rosa para nos lembrar de algo que deveria fazer parte da nossa rotina durante o ano inteiro: cuidar da nossa saúde.
O Outubro Rosa é uma campanha de conscientização sobre o câncer de mama, mas, para mim, ele representa algo ainda maior: um convite para que nós, mulheres, paremoss de adiar o cuidado com nós mesmas.
Quantas vezes cuidamos dos filhos, dos pais, do marido, do trabalho, da casa, dos alunos, dos amigos… e deixamos o nosso próprio corpo para depois? Falo isso pois já aconteceu comigo algumas vezes.
É justamente esse “depois” que precisamos mudar.
O câncer de mama é uma doença complexa e possui diferentes fatores de risco. Alguns não podem ser modificados, como a idade e determinados fatores genéticos e familiares. Outros estão relacionados ao estilo de vida. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), manter um peso corporal adequado, praticar atividade física regularmente, evitar bebidas alcoólicas e não fumar estão entre as medidas que podem contribuir para reduzir o risco da doença.
E aqui entra uma reflexão que faz parte da minha vida profissional há 18 anos: movimento também é cuidado.
Quando falo sobre atividade física, não estou falando apenas de estética, de barriga chapada ou de levantar mais peso. Estou falando de autonomia, força, mobilidade, saúde e qualidade de vida.
O exercício físico não substitui acompanhamento médico, exames ou tratamento. Mas manter-se fisicamente ativa faz parte de um estilo de vida que pode contribuir para a prevenção de diversos tipos de câncer e para a saúde como um todo.
Mas existe outro ponto fundamental: prestar atenção ao próprio corpo.
Conhecer as próprias mamas ajuda a perceber alterações que não eram habituais. Mudanças como nódulo, alteração na pele, retração, mudança no mamilo ou saída espontânea de líquido devem ser avaliadas por um profissional de saúde. A orientação é não esperar a alteração desaparecer sozinha.
Faça o exame de mamografia. Atualmente, o INCA recomenda o rastreamento mamográfico para mulheres de 50 a 69 anos, a cada dois anos, enquanto situações de maior risco podem exigir uma estratégia individualizada.
Por isso, Outubro Rosa não deve ser apenas o mês da fita rosa, das camisetas rosas ou das campanhas nas redes sociais.
Deve ser o mês da atitude.
Na minha profissão, aprendi que o corpo conversa conosco o tempo inteiro. Ele mostra quando algo não está bem, quando está sobrecarregado, quando perdeu força ou mobilidade.
Cuidar do corpo não é vaidade.
É respeito pela vida.
E talvez essa seja uma das maiores mensagens do Outubro Rosa: não espere uma doença aparecer para começar a cuidar de você.
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