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Cultura e Lazer

Das pistas aos bastidores de Dexter em Nova York: a nova fase do produtor brasileiro Jonathan Neves

Com produções reconhecidas em mais de 40 festivais internacionais e passagem por Cannes, Jonathan Neves acompanhou em Nova York as gravações de Dexter: Resurrection a convite de Marcos Siega, diretor e produtor executivo da série

Cidade a Cidade
Por Cidade a Cidade
Das pistas aos bastidores de Dexter em Nova York: a nova fase do produtor brasileiro Jonathan Neves
JJ ao lado de Michael C. Hall, nos bastidores de Dexter: Quando o trabalho atravessa fronteiras, o reconhecimento deixa de ser promessa e vira cena
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O produtor e empresário brasileiro Jonathan Neves, conhecido como JJ, vem ampliando sua presença no circuito audiovisual internacional. Depois de ter produções reconhecidas em festivais fora do Brasil e de passar por Cannes, um novo capítulo dessa trajetória o levou a Nova York.

A convite de Marcos Siega, diretor e produtor executivo de Dexter: Resurrection, Jonathan acompanhou, em agosto, as gravações da série em Manhattan. No set, observou de perto a integração entre direção, câmeras, preparação das cenas e as diferentes equipes envolvidas em uma produção internacional milionária.

Se antes a velocidade fazia parte de sua trajetória nas pistas, agora é atrás das câmeras que JJ começa a acelerar uma nova fase profissional.

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À frente do Desafio Jota Racing, projeto que reúne automobilismo, música, cinema e tecnologia para transformar a velocidade das pistas em produções audiovisuais, Jonathan passou a atuar diretamente na criação e na produção.

Entre seus trabalhos está uma produção oficial do projeto, com música própria, que sincronizou performance, iluminação, efeitos, fogos e mais de 500 drones enquanto Jonathan pilotava um carro de drift em alta velocidade. A realização reuniu diferentes equipes técnicas e criativas em torno de uma mesma narrativa.

Suas produções já alcançaram circulação e reconhecimento em mais de 40 festivais internacionais. Entre os resultados estão uma menção honrosa na categoria Best Music Film, no East Village New York Film Festival, e um prêmio na área musical no Global Music Awards, em Los Angeles.

Em novembro, essa trajetória ganha um novo capítulo nos Estados Unidos: uma produção do Desafio Jota Racing foi selecionada para integrar o International Motor Film Awards, realizado no Petersen Automotive Museum, em Los Angeles. A participação aproxima ainda mais os dois universos que marcam a trajetória de Jonathan: automobilismo e audiovisual.

Em uma noite de gala dedicada à relação entre cinema e automobilismo, o evento reunirá produções internacionais e veículos que também fizeram história nas telas. Segundo o material da organização citado por Jonathan, entre os destaques estão o DeLorean de De Volta para o Futuro, o Batmóvel de 1989, o Ecto-1 de Os Caça-Fantasmas e veículos utilizados nas filmagens de Velozes e Furiosos, franquia que completa 25 anos.

Antes de Hollywood, porém, foi em Cannes que as conexões começaram a entrar em cena.

Em maio, Jonathan participou da programação relacionada à celebração dos 25 anos da franquia Velozes e Furiosos e passou pelo tapete vermelho em um ambiente que reuniu nomes ligados à saga, como Vin Diesel, Jordana Brewster e Meadow Walker.

Para além dos holofotes, JJ circulou entre profissionais da indústria cinematográfica e participou de encontros com diretores e produtores, entre eles o cineasta brasileiro David Schurmann. A experiência ampliou sua rede de interlocução profissional e abriu novas possibilidades em torno de seus trabalhos.

Para Jonathan, Cannes representou mais do que a exposição proporcionada por um dos principais encontros do cinema mundial. O interesse estava também nas relações construídas fora do tapete vermelho, nas referências e nas possibilidades de novas produções. Poucos meses depois, uma dessas conexões o levaria aos bastidores de Dexter.

E foi então que Dexter entrou no roteiro.

À medida que aprofundou sua atuação como produtor, Jonathan passou a pesquisar também quem estava por trás das obras que admirava. Foi assim que chegou a Marcos Siega.

Siega já acompanhava alguns dos trabalhos desenvolvidos por Jonathan. O interesse pelas produções abriu espaço para conversas sobre audiovisual e, posteriormente, para o convite para acompanhar as gravações de Dexter: Resurrection.

A mudança na maneira de observar uma obra veio justamente com a experiência como produtor, explica Jonathan:

“Quando passei a produzir, comecei a olhar para uma obra de outra maneira. Não apenas para aquilo que aparece na tela, mas para quem está atrás das câmeras e para as decisões que tornam aquela imagem possível.”

Protagonizada por Michael C. Hall, Dexter tornou-se, desde sua estreia em 2006, uma das franquias mais reconhecidas da televisão americana. Em Manhattan, porém, o interesse de Jonathan estava justamente naquilo que o espectador não vê: a engrenagem por trás da cena.

A dimensão da operação chamou sua atenção já na chegada. Carretas de equipamentos e motorhomes ocupavam as proximidades da locação, enquanto diferentes áreas de um edifício residencial haviam sido temporariamente incorporadas à produção.

Segundo Jonathan, o prédio inteiro foi utilizado pela produção. Os apartamentos eram alugados, esvaziados e adaptados para funcionar como cenários e áreas técnicas. Após as gravações, os espaços eram reorganizados e devolvidos aos moradores. Observar esse processo permitiu ao produtor compreender de maneira ainda mais concreta a dimensão logística por trás de uma produção audiovisual de grande escala.

“Eu gosto de observar a operação e a logística. Esses detalhes dos bastidores me atraem. Quando você vê toda essa estrutura funcionando ao mesmo tempo, entende que por trás daquilo que chega pronto à tela existe uma enorme operação de planejamento, técnica e execução”, conta Jonathan.

Para JJ, mais do que estar diante dos atores e das câmeras, o interesse estava em compreender o que acontecia por trás das cenas.

“O público vê alguns minutos prontos na tela. Dentro do set, você percebe quantas decisões, profissionais e movimentos precisam acontecer de forma coordenada para produzir aqueles minutos. É criação, mas também é técnica, gestão e capacidade de execução”, observa o produtor.

Jonathan acompanhou a preparação das cenas e a condução do trabalho por Siega. Também observou a dinâmica das gravações e a integração entre as etapas de edição e pós-produção, além do ritmo necessário para manter uma produção seriada em andamento.

Ao falar sobre o aprendizado, JJ faz uma conexão direta entre os dois universos de sua trajetória: “Nas pistas, cada segundo conta. Em um set, cada decisão também. E já acelero para o próximo take, que será brasileiro”, afirma.

Jonathan pretende transformar o aprendizado acumulado fora do país em novos filmes e projetos audiovisuais desenvolvidos no Brasil. O movimento acontece justamente em um momento de expansão da indústria nacional.

Segundo a ANCINE, o Brasil registrou 3.979 Certificados de Produto Brasileiro em 2025, recorde da série e terceiro ano consecutivo de crescimento da produção audiovisual nacional.

A dimensão econômica acompanha esse avanço. Estudo da Oxford Economics para a Motion Picture Association estimou que a indústria audiovisual sustentou R$ 70,2 bilhões em contribuição ao PIB brasileiro em 2024, o equivalente a 0,7% da economia nacional, além de cerca de 609 mil empregos, considerando impactos diretos, indiretos e induzidos.

“Eu voltei querendo produzir mais no Brasil. Não para copiar Dexter ou reproduzir um modelo americano, mas para aplicar aprendizados de processo, planejamento e execução em projetos com identidade brasileira”, destaca Jonathan.

Depois de acelerar nas pistas, atravessar festivais, passar por Cannes e chegar aos bastidores de uma das séries mais conhecidas da televisão americana, JJ segue ampliando sua trajetória internacional no audiovisual. Em novembro, Los Angeles será mais uma parada desse percurso. Mas é no Brasil que ele pretende escrever o próximo capítulo.

 

Sobre Jonathan Neves

Jonathan Neves, conhecido como JJ, é produtor, criador, empresário dos setores de logística e marketing, piloto e escritor brasileiro.

Idealizador e CEO do Desafio Jota Racing, atua na concepção e no desenvolvimento de projetos que conectam automobilismo, audiovisual, música, tecnologia e entretenimento. Sua trajetória profissional também passa por diferentes áreas empresariais, enquanto suas produções já alcançaram circulação e reconhecimento em mais de 40 festivais internacionais.

FONTE/CRÉDITOS: Clacri.Com

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