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A Aliança apresentou nesta quinta-feira (29), em São Paulo, na final nacional da 52ª edição do Prêmio Aberje, o case “Vozes da Macambira: da oralidade ao digital para preservar e ampliar a cultura quilombola”. Vencedora da etapa Norte e Nordeste na categoria Arte e Cultura, a companhia concorre ao título de melhor projeto de comunicação cultural do Brasil. O resultado nacional será divulgado em 2 de dezembro.
A apresentação ocorreu no Painel de Cases, no Pullman São Paulo Ibirapuera, que reuniu os vencedores regionais de todo o país. Pela Aliança, apresentaram Pamera Mattos, coordenadora de Comunicação, e Marcelo Werly, gerente de Responsabilidade Social e Comunicação.
Desenvolvido pela Gerência de Responsabilidade Social e Comunicação, o projeto ressignificou o patrocínio ao Museu Quilombola da Macambira, em Lagoa Nova (RN), onde a empresa atua. De ação de apoio cultural, o patrocínio foi transformado em uma estratégia de comunicação para preservação da memória e valorização da identidade.
A comunidade da Macambira, historicamente invisibilizada e alvo de estigma social na região, vive um processo de auto-reconhecimento enquanto quilombola. O projeto partiu das próprias narrativas dos moradores para produzir documentário, livro histórico e o vídeo animado em cordel “Um Cordel de Memórias”.
“Receber o reconhecimento regional foi a confirmação de que histórias autênticas, construídas com protagonismo da comunidade, têm força para gerar conexão. Levar a voz da Macambira para a etapa nacional é dar visibilidade nacional a uma cultura que por muito tempo ficou à margem”, afirma Pamera Mattos.
Os resultados de comunicação incluem quase 25 mil visualizações do cordel animado, mais de 7 mil acessos ao documentário e mais de 6 mil visitantes ao Museu Quilombola no período. Os materiais foram desdobrados em conteúdos educativos distribuídos para escolas públicas da região.
“O maior legado é contribuir para que a história e os saberes da Macambira sejam preservados e compartilhados. Estar entre os melhores cases do país já demonstra a relevância desse trabalho coletivo”, afirma Marcelo Werly.
A iniciativa contribui para os ODS 4 (Educação de Qualidade), 10 (Redução das Desigualdades) e 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis).

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