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Apps de alerta de emergência na Ucrânia e na Rússia foram hackeados, confirmaram autoridades dos dois países.
Na Rússia, o aplicativo móvel do Ministério de Situações de Emergência foi atingido por um ataque cibernético de grande escala que resultou na disseminação de informações falsas para a população, informou a agência estatal de notícias Tass, citando o ministério, na manhã desta segunda-feira (02/11).
O Ministério de Situações de Emergência afirmou em Moscou que hackers publicaram informações falsas no aplicativo, que foi desenvolvido para alertar a população sobre ataques de drones iminentes e outras ameaças.
Horas antes, a Força Aérea da Ucrânia comunicou que o aplicativo público de alerta do país de ataques aéreos havia sido hackeado. Por um curto período, o aplicativo exibiu uma sequência de alertas nucleares e químicos para Kiev e outras regiões, além de avisos sobre ameaça de combates nas ruas.
"O aplicativo Air Alarm provavelmente foi alvo de interferência hostil", afirmou a Força Aérea da Ucrânia. "Não há ameaça de radiação."
Uma mensagem falsa afirmava ainda que havia sido lançado um míssil hipersônico Oreshnik, da Rússia. "Saudações! Em toda a Ucrânia haverá agora um alerta nuclear. Não se preocupem, foi lançado um Oreshnik!"
O próprio aplicativo comunicou que "terceiros realizaram uma intrusão não autorizada no funcionamento do aplicativo" e que o funcionamento do app foi suspenso.
Não ficou imediatamente claro se os dois incidentes estavam relacionados.
Fim da trégua em Oleshky
Os ataques cibernéticos ocorreram após o término, no domingo, da mais longa trégua da guerra, limitada à região oriental ucraniana de Kherson, após a Rússia rejeitar a proposta de prorrogação, segundo as autoridades em Kiev.

A rara pausa nos combates, mediada pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, e iniciada na madrugada de terça-feira, permitiu a realização de uma missão humanitária na cidade ucraniana de Oleshky.
"O cessar-fogo, que esteve em vigor de 27 de outubro a 1º de novembro, chegou ao fim", afirmou Dmytro Lubinets, comissário do Parlamento ucraniano para os Direitos Humanos. Ele classificou a trégua temporária como "um passo importante" nos esforços humanitários conjuntos com a Rússia.
As negociações mediadas pelos Estados Unidos entre Rússia e Ucrânia devem ser retomadas neste mês, depois de terem ficado praticamente paralisadas desde que Estados Unidos e Israel lançaram ataques conjuntos contra o Irã em fevereiro.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, declarou no domingo que seu país deixaria de atacar refinarias de petróleo russas, como vem exigindo o presidente Donald Trump, caso Washington forneça a Kiev poderosos mísseis interceptadores Patriot.

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