O restaurante ArtFusão já está recebendo seus visitantes com um novo menu, marcando uma nova fase do projeto que, ao longo de quase dez anos, consolidou-se como um destino de experiência gastronômica baseada no afeto, na hospitalidade e na conexão com a natureza. Mais do que uma atualização de pratos, a novidade simboliza o amadurecimento de um conceito que hoje se distancia da ideia do que é um restaurante para abraçar, de forma mais autêntica, os princípios do slow food como parte de algo mais abrangente.
Criado de forma despretensiosa dentro de uma casa pensada para receber bem e acolher, o ArtFusão nasceu do desejo de reunir pessoas em torno da mesa. Com o tempo, o que começou como encontros informais evoluiu para uma operação consolidada, reconhecida pelo público fiel e por experiências que fogem do padrão convencional que comensais estão acostumados.
O novo menu reforça essa proposta ao valorizar ingredientes e produtores locais, insumos frescos, muitos deles provenientes do próprio entorno, na serra. A curadoria de Glaucia privilegia receitas com memória afetiva e releituras autorais, sempre respeitando o tempo dos processos e a sazonalidade dos ingredientes.
“Hoje, o ArtFusão é muito mais sobre o estar do que sobre o prato. A comida é parte fundamental, mas ela é meio, não fim. A gente recebe as pessoas como se estivesse abrindo a porta de casa”, afirma Glaucia, a idealizadora do local que faz questão de cumprimentar seus clientes com uma breve conversa na bancada de sua cozinha.
Muito além do prato
Diferente do modelo tradicional de restaurante, o ArtFusão opera com um formato baseado em experiência completa com valor de R$ 178, que inclui a sequência de pratos composta por seis entradas, um principal e a sobremesa, além de toda a vivência proposta pela casa, do ambiente à hospitalidade, do tempo desacelerado ao contato com a natureza. A gastronomia é parte dessa jornada e atua como um dos elementos de uma experiência mais ampla, reforçando o posicionamento do espaço como destino.
Entre as entradas, destacam-se o Crocante de Camarão, um cracker em folha de arroz com camarão grelhado na manteiga e alho guarnecido de guacamole da casa levemente apimentada; e as Folhadas de Brie; massa fillo crocante com queijo brie assado finalizado em geleia de pimenta com pera e limão siciliano.
Nas opções de prato principal, o Talharim Beatriz e Sobrecoxa está entre os mais pedidos, uma receita da massa fresca da vó beatriz com molho de tomate caseiro ou bechamel, acompanhada de uma suculenta sobrecoxa assada, marinada em limão cravo, azeite e ervas da horta e, finalizada com molho gremolata. Entre as sobremesas, o Pudim de Fava Tonka direto da memória de infância da chef. “Todo domingo, eu acordava ansiosa pelo almoço na casa de minha avó. Me recordo que, ao abrir a porta da geladeira verde e ver aquele pudim de leite que ela fazia, geladinho, com um caramelo sutil e uma massa lisinha, me brilhavam os olhos”.
Em meio a natureza
Outro diferencial está no ambiente cercado pela natureza, uma ruptura com a lógica urbana acelerada. O tempo desacelera, as mesas não têm rotatividade (cada uma delas recebe apenas um grupo de clientes por dia) e o convite é para explorar e se conectar em um espaço híbrido capaz de transitar entre gastronomia, hospitalidade, eventos e experiências sensoriais.
Uma paisagem privilegiada, com uma das vistas mais impressionantes da região, o ambiente convida à permanência: há redes, gramado e grandes pedras onde o almoço se estende sem pressa. Os cães da casa circulam livremente e, não raro, se acomodam ao lado dos clientes. A operação exclusivamente mediante reservas garante um atendimento próximo e personalizado. A água servida vem de mina própria e é uma cortesia, enquanto a curadoria de bebidas valoriza pequenos produtores: a cachaça de amburana chega direto do alambique, a cerveja é artesanal e as geleias nascem do próprio jardim ou da generosidade dos vizinhos.
Antes da persona chef, Gláucia Bollella pode ser considerada mais como a anfitriã desse lugar inspirador e memorável que ainda é sua própria casa. Mãe de menino, de gato e de cachorros, costuma brincar que foi empurrada da publicidade depois de 15 anos achando que aquela era a sua verdade. Vieram então as plantas, os editoriais e muitos novos encontros até que, no final 2017, decidiu dividir seu refúgio familiar na serra com desconhecidos e alimentá-los, mais uma vez, da forma mais verdadeira que podia, acreditando nesse novo encontro chamado gastronomia.
ArtFusão
R. Agostinho de Souza - Morro Grande, Caieiras/ SP
Sábados e domingos, das 12h30 às 17h30
Atendimento apenas com reservas: [email protected] / Tel. e WhatsApp: (11) 11 99128-6346
www.artfusao.com
Instagram: @artfusao

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