Uma explosão na entrada de um prédio residencial na noite desta segunda-feira (29/06) em Mônaco, próximo à fronteira com a França, deixou um oligarca ucraniano, sua companheira e seu filho de 13 anos feridos, de acordo com relatos da mídia francesa e ucraniana. Os pais estão em estado grave.
Outras quatro pessoas sofreram ferimentos provocados por estilhaços de janelas quebradas. Segundo o conselheiro do Ministro do Interior do Mónaco, Lionel Beffre, as vítimas da explosão são um homem e uma mulher entre os 50 e os 60 anos, e um adolescente.
A imprensa local noticiou depois que, de acordo com fontes próximas da investigação, um dos feridos é Vadim Yermolaiev, um empresário de 58 anos de origem ucraniana que comanda negócios em diversos setores, como imobiliário, industrial e de vinhos.
O ministro de Estado de Mônaco, Christophe Mirmand, classificou o episódio como "explosão deliberada". O príncipe Albert 2º de Mônaco descreveu o caso como um "crime hediondo" e um "choque para toda a comunidade monegasca".
O prefeito de Nice, cidade francesa localizada do outro lado da fronteira com Mônaco, manifestou solidariedade aos serviços de emergência e classificou o incidente como uma "tragédia que atinge Mônaco".
Segundo relatos da imprensa, a explosão foi causada por um artefato explosivo que continha parafusos e chumbinho. Uma pessoa teria sido vista deixando uma mochila no local antes de fugir, informou a emissora francesa BFMTV, citando autoridades locais de segurança. Imagens de câmeras de vigilância mostram um homem usando um chapéu escuro correndo após a cena.
Mirmand informou que o suspeito atravessou a fronteira para a França a pé após o ataque. Segundo ele, o homem foi registrado por câmeras de vigilância tanto em Mônaco quanto na cidade francesa vizinha de Beausoleil.
Quem é Vadim Yermolaiev?
Oligarca do setor imobiliário em Dnipro, Yermolaiev está sob sanções impostas por seu país natal, a Ucrânia, desde dezembro de 2023. As medidas foram adotadas devido às atividades de seu negócio de bebidas alcoólicas na Crimeia ocupada pela Rússia, segundo relatos dos serviços de segurança ucranianos.
Em 2019, ele renunciou à cidadania ucraniana e obteve a cidadania de Chipre. Ele reside atualmente em Mônaco.
As autoridades francesas uniram esforços às forças de segurança de Mônaco para localizar o suspeito, que continua foragido.

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