Um ataque de drones ucranianos à cidade russa de Nizhnekamsk, distante cerca de 1.200 quilômetros da fronteira com a Ucrânia, matou 12 pessoas e feriu outras 39 nesta segunda-feira (10/08), informaram autoridades locais.
O ataque teria visado instalações industriais e civis, de acordo com o serviço de imprensa do líder do Tartaristão, Rustam Minnikhanov. A refinaria de petróleo da região, considerada uma das mais avançadas tecnologicamente da Rússia, foi atingida no ataque, segundo diversos veículos de imprensa russos.
Nizhnekamsk tem cerca de 240 mil habitantes. A cidade abriga um dos maiores e mais modernos complexos petroquímicos e de refino de petróleo do país.
Autoridades ucranianas ainda não se pronunciaram sobre o ataque.
Ucrânia tem mirado infraestrutura energética
A Ucrânia tem atacado instalações petrolíferas russas com drones de longo alcance quase diariamente nos últimos meses. A ofensiva provocou escassez de combustível na Rússia, reduziu a capacidade de refino do país e gerou inquietação entre a população russa.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, afirma que a campanha tem como objetivo forçar o presidente russo, Vladimir Putin, a sentar-se à mesa de negociações e pôr fim à invasão da Ucrânia, que já dura mais de quatro anos.
Ataques cada vez mais distantes em território russo
Os drones de longo alcance desenvolvidos pela própria Ucrânia têm alcançado distâncias cada vez maiores dentro do território russo, com alguns já chegando à Sibéria, distante cerca de 2.000 quilômetros da fronteira entre os dois países.
"Nós oferecemos respostas totalmente justificadas, e cada ataque russo será respondido. A guerra da Rússia será sentida cada vez mais em sua própria casa, na própria Rússia", escreveu Zelenski nas redes sociais no domingo. "A única razão pela qual isso continua é a falta de disposição da Rússia em encerrar esta guerra."
A Rússia também tem atacado regularmente a Ucrânia por via aérea, utilizando mísseis, bombas planadoras de grande potência e drones, atingindo áreas civis e causando milhares de vítimas entre a população civil, segundo as Nações Unidas.
O escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa informou nesta segunda-feira que um de seus depósitos na região central de Dnipro, na Ucrânia, foi atingido duas vezes em menos de 24 horas.
Os ataques destruíram suprimentos de emergência avaliados em cerca de 500 mil dólares, que seriam destinados a unidades de saúde próximas à linha de frente, informou a organização em comunicado.

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