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Terça-feira, 28 de Abril de 2026
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Carnaval: Sambódromo garante acessibilidade a deficientes

Atendimento conta com recursos em Libras e audiodescrição

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Carnaval: Sambódromo garante acessibilidade a deficientes
Gabriel Trindade/Divulgação
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No espetáculo que projeta o Brasil para o mundo todos os anos, a inclusão também precisa brilhar. Na passarela do samba da Marquês de Sapucaí, a acessibilidade deixou de ser promessa para se tornar prática estruturada,  garantindo que pessoas com alguma deficiência vivam o carnaval com autonomia, informação e pertencimento.

Frequentadora assídua do Setor 13, a deficiente visual Sandra Santos descreve a emoção de acompanhar os desfiles com audiodescrição. “Eu acho de muita importância ter audiodescrição no carnaval, principalmente se tivesse em todos os locais. Todo ano vou no Setor 13 e encontro lá a audiodescrição e fico muito feliz por ter lá disponível”.

Desde 2019, a acessibilidade comunicacional na Sapucaí é coordenada pela All Dub Estúdio, que atua como empresa oficial do evento. À frente da iniciativa, a CEO Ana Motta destaca que o trabalho garante mais de 600 atendimentos diários apenas no Camarote 13, espaço dedicado às pessoas com deficiência.

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“Ao longo do carnaval, isso representa milhares de pessoas atendidas com recursos como Libras, audiodescrição e mediação acessível. Consolidamos o maior atendimento diário de acessibilidade já realizado no carnaval brasileiro”, afirma.

De 13 a 17 de fevereiro e também no Desfile das Campeãs, o Setor 13 conta com audiodescrição ao vivo, tradução em Libras e suporte à comunicação acessível para pessoas cegas, surdas, autistas, com baixa visão e outras deficiências. 

Rio de Janeiro (RJ), 12/02/2026 – Interprete de libras, Adriana Lopes - Acessibilidade na avenida
Foto: Gabriel Trindade/Divulgação
Interprete de libras Adriana Lopes no Sambódromo - Foto: Gabriel Trindade/Divulgação

A atuação se estende a blocos de rua, à FanFest, em Copacabana, ao Camarote VerdeRosa e ao desfile dos Embaixadores da Alegria, tradicional bloco inclusivo que abre o Desfile das Campeãs reunindo pessoas com e sem deficiência na avenida.

Mais do que tecnologia e estrutura, a iniciativa reforça um princípio constitucional: o direito à cultura.

“Mais do que números, falamos de direito à cultura, autonomia e pertencimento. Cada profissional envolvido, cada recurso implementado e cada detalhe planejado geram impacto social direto, ampliando o acesso e a experiência plena do público PCD em um evento de escala global”, ressalta Ana Motta.

Em um dos maiores eventos culturais do planeta, a acessibilidade também dialoga com práticas de responsabilidade social e ESG.

“Ser, por mais um ano, a empresa oficial de acessibilidade da Sapucaí é motivo de profundo orgulho. Acessibilidade não é um extra, é um pilar de impacto social e cidadania cultural”, comemora Ana Motta.

No país do carnaval, onde a festa é identidade e patrimônio imaterial, garantir que todos possam ver, ouvir, sentir e compreender o desfile é mais do que inclusão, é afirmar que a avenida pertence a todos, afirma a CEO da All Dub Estúdio.

FONTE/CRÉDITOS: Anna Karina de Carvalho - Repórter da Agência Brasil
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