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Terça-feira, 28 de Abril de 2026
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Chefe da diplomacia brasileira irá aos EUA negociar tarifaço

Mauro Vieira foi convidado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para iniciar tratativas após reunião entre Trump e Lula. Presidente brasileiro diz que negociações estão "em outro momento".

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Chefe da diplomacia brasileira irá aos EUA negociar tarifaço
Emmanuele Ciancaglini/Getty Images
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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, foi convidado pelo secretário de Estado dos EUAMarco Rubio, para um encontro presencial em Washington, onde devem iniciar as conversas sobre o tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump aos produtos brasileiros. A data ainda não foi definida.

Segundo comunicado do Itamaraty, os dois conversaram por telefone nesta quinta-feira (09/10). "Após diálogo muito positivo sobre a agenda bilateral, acordaram que equipes de ambos os governos manterão reunião proximamente em Washington, em data a ser definida, para dar seguimento ao tratamento das questões econômico-comerciais entre os dois países", diz a nota.

O encontro foi organizado após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reunir por videoconferência com seu homólogo americano Donald Trump, abrindo caminho para negociações sobre a disputa comercial entre os dois países.

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Na ocasião, Lula pediu para Trump revogar as tarifas extras sobre o Brasil, que chegam a 50% sobre alguns produtos, e também as sanções contra autoridades brasileiras.

O encontro foi descrito como positivo por ambas as partes e Rubio, que chefia a diplomacia dos EUA, foi designado pela Casa Branca para dar continuidade às tratativas.

Os dois presidentes trocaram números de telefone para estabelecer uma via direta de comunicação e também devem se encontrar pessoalmente no futuro.

Lula elogia conversa com Trump 

Em entrevista à rádio Piatã, da Bahia, nesta quinta-feira, Lula disse que "agora começa um outro momento" nas negociações. "Nós somos dois senhores de 80 anos, presidimos as duas maiores democracias do Ocidente e precisamos passar para o resto do mundo cordialidade e harmonia, e não discórdia e briga", disse, elogiando a cordialidade de Trump na conversa.

"Talvez comece a ter conversa a partir de agora e vamos ver se a gente consegue se acertar, porque o Brasil não quer briga com os Estados Unidos."

Nesta semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o Brasil vai oferecer os melhores argumentos econômicos para que os Estados Unidos revertam o tarifaço. O principal deles, segundo o ministro, é que a medida está encarecendo a vida do povo americano.

Haddad ainda indicou que investimentos dos EUA no Brasil podem entrar na negociação, como aqueles focados em transformação ecológica, terras raras, minerais críticos e energia limpa.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio
Escolha de Rubio para o Departamento de Estado americano foi celebrada por bolsonaristas devido ao seu perfil conservadorFoto: Ilya Yermakov/TASS/picture alliance

Guerra comercial americana

O tarifaço imposto ao Brasil faz parte da nova política da Casa Branca de elevar as tarifas contra parceiros comerciais. No dia 2 de abril, Trump impôs barreiras alfandegárias a países de acordo com o tamanho do déficit que os Estados Unidos têm com cada nação. Como os EUA têm superávit com o Brasil, na ocasião, foi imposta a taxa mais baixa, de 10%.

Porém, em 6 de agosto, entrou em vigor uma tarifa adicional de 40% contra o Brasil em retaliação a decisões que, segundo Trump, prejudicariam as big techs estadunidenses e em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado após perder as eleições de 2022.

Entre os produtos sobretaxados pelos Estados Unidos estão café, frutas e carnes. Inicialmente, cerca de 700 itens (45% das exportações do Brasil aos EUA) como suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo seus motores, peças e componentes ficaram isentos.

FONTE/CRÉDITOS: DW Brasil
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