Cidade a Cidade - Informação simples e Imparcial

Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
Cidade a Cidade
Cidade a Cidade

Cultura e Lazer

Da Ghama revisita clássico de Jorge Vercillo em novo videoclipe

Lançamento resgata sucesso de 1996 com uma narrativa sobre afeto e diversidade LGBTQIAPN+ e conta com participação especial de Edu Ribeiro. A obra chega simultaneamente às plataformas digitais.

Cidade a Cidade
Por Cidade a Cidade
Da Ghama revisita clássico de Jorge Vercillo em novo videoclipe
Divulgação
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Da Ghama, precursor do reggae no Brasil, fundador e ex-guitarrista da banda Cidade Negra, lança nesta sexta-feira (20) o novo videoclipe da música “Fácil de Entender”, com participação de Edu Ribeiro. A obra chega simultaneamente às plataformas digitais. O videoclipe pode ser conferido neste link.  

Separadas por três décadas, duas versões de uma mesma canção refletem diferentes momentos do Brasil. Lançada em 1996, no álbum “Em Tudo Que É Belo”, do cantor e compositor Jorge Vercillo, “Fácil de Entender” surgiu em um período marcado pela consolidação do pop/MPB e pela expansão do reggae no país.

A música atravessou gerações com sua sonoridade influenciada pelo ritmo jamaicano, incorporado nas participações dos cantores Aleh Ferreira e do próprio Da Ghama. Trinta anos depois, a balada retorna em uma releitura na voz de um dos principais nomes responsáveis pela consolidação do reggae no Brasil, conectando a narrativa romântica aos debates contemporâneos sobre diversidade, respeito e combate ao preconceito.

Publicidade

Leia Também:

A canção voltou ao repertório de Da Ghama no seu álbum “Sinal de Paz” (2020), um dos marcos da carreira solo do artista. A releitura dá um toque ainda mais forte na essência reggae que ajudou a definir a obra. A novidade está no alcance da letra que, através das mensagens audiovisuais ganharam uma dimensão capaz de aproximá-las das discussões sociais mais atuais, como as relações afetivas vividas pela comunidade LGBTQIAPN+. A ideia fica bem evidente neste trecho do hit - “As pessoas têm medo de se abrir. E acabarem se machucando. Eu levei tanto tempo pra falar. Mas agora estou tentando”. A narrativa do passado ganhou novos contornos e soa como um convite à reflexão sobre liberdade emocional e pertencimento.

“A minha contribuição com essa releitura é combater a violência e a intolerância”, afirma Da Ghama. E acrescenta: “A música sempre falou sobre sentimentos verdadeiros. Hoje ela também fala sobre o direito de amar sem medo”.

O videoclipe, gravado na cidade de Itanhaém, no litoral paulista, conta ainda com a participação especial do cantor Edu Ribeiro, um dos nomes mais carismáticos e expressivos da cena reggae nacional. Acompanhando a leveza da letra e da levada musical, a produção audiovisual aposta em uma estética simples e conceitual.

Os artistas dividem as cenas em um ambiente visual construído a partir de cenários mutáveis que surgem ao redor de uma poltrona vermelha, enquanto paisagens naturais, periferias urbanas e elementos citados na letra, como a lua e o vulcão, aparecem como metáforas visuais da memória afetiva e da intensidade emocional. 

Para Da Ghama, a transformação da canção para os dias atuais aconteceu de forma orgânica — tão fácil de entender quanto de explicar. “Esse resgate da década de 90 busca reafirmar o poder da música de atravessar décadas e ressignificar os sentimentos. A gente usou a mesma temática do amor, só que transportando para os dias atuais, fazendo um convite à empatia e lembrando que compreender o outro é sempre um gesto simples e cada vez mais necessário no mundo”, conta o músico.

Segundo o cantor, a escolha do dia para o lançamento da obra não foi por acaso.

“Escolhemos o 20 de março por ser o Dia Internacional da Felicidade. A letra dessa canção tem uma forte conexão com esse sentimento, pois, quando conseguimos romper as barreiras do medo e do preconceito para estar ao lado de quem amamos, essa é a maior felicidade da vida”, diz o artista.

Girassol em ritmo jamaicano

Dirigido por Louzi Baptista, o videoclipe, gravado em Itanhaém, reuniu um elenco formado por artistas da cena LGBTQIAPN+. O casal homoafetivo interpretado por Thaty Fenix e Ojazz protagoniza um encontro que evolui para uma experiência conduzida pela música. A entrega simbólica de um girassol cria a atmosfera romântica e conduz o público a uma dança envolvente que mistura elementos de forró e do reggae maranhense, traduzindo em movimento a emoção da letra.

Intercaladas à narrativa, as cenas de Da Ghama e Edu Ribeiro surgem em diferentes pontos turísticos da cidade, como o mirante da trilha do Morro do Sapucaitava, a pista de skate da Praia do Cibratel, o Mirante da Praia do Sonho e a roda-gigante da Boca da Barra. Ao escolher essas locações, o diretor buscou reforçar a estética periférica, a identidade cultural local e as paisagens naturais, relacionando a beleza da natureza à diversidade do amor.

Sobre o Da Ghama 

De Belford Roxo, no Rio de Janeiro, Da Ghama construiu sua carreira como compositor, cantor, guitarrista e produtor musical. O músico ganhou destaque na cena musical como fundador e guitarrista da banda de reggae Cidade Negra, nos anos 1990. Ao lado do grupo, trilhou um caminho de sucesso e muitas contribuições com artistas de renome por 22 anos. 

Com 35 anos de carreira, agora em Itanhaém, Baixada Santista; Da Ghama segue como artista solo e com dois álbuns já lançados, “Violas e Canções” (2010) e “BaixaAfrikaBrasil” (2017) e trabalha em seu novo disco “Sinal de Paz”. O artista também comanda sua produtora Reggae Brasil Produções Artísticas.  

FONTE/CRÉDITOS: Optima Network
Comentários:
Cidade a Cidade

Publicado por:

Cidade a Cidade

Cidade a Cidade abrindo espaço para você, cadastre-se e tenha o portal do Usuário. Fique por dentro de tudo o que acontece na sua cidade, opine, mande sua informação, reclamação ou dica.

Saiba Mais

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!

Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível.