Nesta quarta-feira (22), o jornalista Pedro Canguçu, repórter de política da TV Paranaíba em Brasília, procurou o Ministério da Educação (MEC) para buscar esclarecimentos sobre as denúncias de trotes violentos aplicados por uma torcida organizada do curso de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
O caso ganhou destaque após uma reportagem da Record exibir imagens de estudantes sendo agredidos e forçados a consumir álcool durante uma cerimônia de “iniciação” realizada no último domingo (19), em uma propriedade privada em Uberlândia.
Em resposta, o MEC afirmou que não havia sido informado oficialmente sobre as denúncias, mas reforçou sua posição contrária a práticas que atentem contra os direitos humanos ou a missão das universidades de promover conhecimento e inclusão.
O Ministério destacou ainda que, conforme o artigo 207 da Constituição Federal, as universidades federais possuem autonomia administrativa, financeira e de gestão acadêmica. Assim, cabe à UFU adotar medidas preventivas, instaurar processos disciplinares e punir os responsáveis por tais práticas.
A Polícia Civil de Minas Gerais segue investigando o caso, com o objetivo de coibir atitudes que violem os direitos humanos e o ambiente educacional.
Confira a nota do MEC
O Ministério da Educação (MEC) informa que não tomou conhecimento das denúncias de eventuais abusos realizadas por alunos do curso de Medicina na Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
O MEC é radicalmente contrário a trotes que ocasionem coação, agressão, humilhação ou qualquer outra forma de constrangimento a discentes ou servidores, pois atenta contra os direitos humanos e a missão das Universidades de produzir e socializar conhecimento.
Ressaltamos que, em conformidade com o artigo 207 da Constituição Federal, as universidades federais possuem autonomia administrativa, financeira e de gestão acadêmica. Portanto, compete à UFU adotar medidas preventivas para coibir a prática desses trotes, cabendo-lhes a responsabilidade de instaurar processo disciplinar para apurar e punir estudantes que realizarem tais práticas.

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