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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2026
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Entrega de conjunto habitacional marca novo começo para 574 famílias de palafitas em Santos

Cada unidade de 48m² terá dois quartos, sala, cozinha, banheiro, área de serviço e varanda. O projeto ainda contou com a construção de três áreas poliesportivas e três bicicletários

Mônica Silva
Por Mônica Silva
Entrega de conjunto habitacional marca novo começo para 574 famílias de palafitas em Santos
Divulgação Prefeitura de Santos
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Para 574 famílias da Zona Noroeste de Santos, 26 de janeiro de 2026 representa não só o aniversário de 480 anos da Cidade. A data simboliza um novo começo, o primeiro passo para um futuro mais digno, sustentável e esperançoso com a entrega do Conjunto Habitacional Santos AB - Prainha II.

A cerimônia pública marcou a entrega simbólica de chaves para famílias que morarão no local. A mudança iniciará de forma gradativa, agendada e com acompanhamento da COHAB Santista, após o Carnaval.

A obra integra um amplo projeto de reurbanização da região, que contempla também saneamento, saúde, cultura e preservação ambiental.

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MORADORES
A área do conjunto habitacional, no terreno Prainha do Ilhéu (Bom Retiro), de 18.997,46 m², foi cedida pela 
Secretaria de Patrimônio da União (SPU), do Governo Federal, para o Município. O empreendimento é fruto de parceria da Prefeitura/Cohab Santista com a CDHU, do Governo do Estado, pelo Programa Vida Digna.

A Cohab Santista fez o acompanhamento de todo o processo de aprovação dos projetos e licenciamentos necessários junto aos órgãos competentes, como também o acompanhamento e fiscalização da execução das obras.

A companhia, também, através da equipe de Serviço Social, é responsável pela seleção da demanda e trabalho de pré e pós-ocupação dos novos moradores. Serão contemplados moradores das palafitas do Caminho da União, São Manoel.

“Habitação é a melhor política pública. Com a habitação, há o desenvolvimento, segurança, oportunidade.  É o pilar para que as pessoas possam prosperar”, destaca o prefeito Rogério Santos.

O CONJUNTO
São quatro prédios de cinco andares que correspondem a 152 unidades, três de oito andares com 186 unidades e mais dois de 15 andares (236 unidades).

Cada unidade de 48m² terá dois quartos, sala, cozinha, banheiro, área de serviço e varanda. O projeto ainda contou com a construção de três áreas poliesportivas e três bicicletários. O investimento é de R$ 148,7 milhões.

NOVO COMEÇO 
Ezequiel da Silva, de 60 anos, foi um dos que receberam a chave. Padeiro há quase 40 anos, mora em uma palafita no São Manoel e se prepara para uma mudança de vida. “É uma benção, vai ser muito melhor, estou muito feliz”.

PRÓXIMOS CONJUNTOS
Durante o evento, foi assinado um novo convênio com a CDHU, no valor de R$ 77 milhões, para a construção de mais 350 unidades na Vila Gilda.

Além disso, mais conjuntos habitacionais devem atender a demanda de moradores de palafitas nos próximos anos. Estão previstas 60 unidades do Projeto Piloto Parque Palafitas, em construção na Vila Gilda, mais 1.024 unidades no conjunto habitacional Estradão, a ser construído na Rua Cesar Augusto de Castro Rios, além do Santos Z – Jabaquara, já em construção, com 300 unidades.

“O dia de hoje é de felicidade, um dia de entrega é um dia da realização do sonho da casa própria”, celebrou o governador Tarcísio de Freitas, presente à cerimônia.

PARQUE PALAFITAS
Aproveitando a ocasião, houve visita técnica com a presença do governador ao piloto do Parque Palafitas. 

Com a chancela do escritório do urbanista Jaime Lerner, considerado um dos mais influentes do mundo, o projeto inédito no Brasil consiste de moradias sobre as águas, píer flutuante e sistema de infraestrutura sustentável. É uma tecnologia similar à da construção de um terminal portuário, só que voltado para moradias.

O empreendimento também se destaca pela recuperação ambiental promovida. Já é possível perceber a regeneração do mangue na área contemplada pela obra. A preservação não é apenas do ecossistema, mas também imaterial. Berço de uma população batalhadora e diversa, o projeto mantém a cultura da região, mantendo a sensação de pertencimento de quem vive no local.

Para viabilizar o projeto, foram removidas apenas as habitações mais vulneráveis junto à água, para permitir a regeneração do mangue e criar espaços de lazer, denominados respiros.

A obra é resultado do trabalho conjunto entre o Município, a Secretaria do Patrimônio da União, o Governo do Estado de São Paulo e a iniciativa privada, com o apoio das empresas Cosan, Rumo, Bandeirantes/DEICMAR, Santos Brasil, Comunitas e do escritório Jaime Lerner Arquitetos Associados.

FONTE/CRÉDITOS: Prefeitura de Santos
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