A preocupação com a aparência e o bem-estar não tem idade, e cada vez mais idosos estão investindo em cuidados de beleza e na saúde. Seja para arrumar os cabelos, fazer as unhas ou ajustar as sobrancelhas, esse público vem marcando presença em salões de beleza. O movimento reflete uma mudança de comportamento, com o amadurecimento sendo acompanhado de um cuidado maior com a autoestima.
No Espaço Gildete Costa, por exemplo, os clientes maduros representam cerca de 50% da clientela, e a maioria frequenta o salão semanalmente. “Tenho clientes com mais de 90 anos que não abrem mão de cuidar do cabelo e das unhas. Elas vêm porque se sentem bem e valorizadas com esses cuidados e porque são tratadas com muito carinho aqui”, revela Gildete Costa, proprietária do salão.
A cabeleireira e proprietária do Espaço Gildete Costa, observa que as pessoas idosas estão cada vez mais ativas e engajadas em diversos aspectos da vida. Além de aprenderem a utilizar tecnologias, como o celular, elas têm buscado praticar atividades físicas, cuidar da saúde e investir em sua beleza. “Hoje, elas já não ficam restritas a atividades tradicionais, como o crochê, por exemplo. Estão se reinventando e aproveitando a vida com mais dinamismo e autoestima”, comenta Gildete.
Diferenciais
Para fidelizar esse público, Gildete adotou estratégias que priorizam conforto e praticidade. “Atendemos sempre no horário marcado, porque pessoas mais velhas não gostam de esperar. Elas valorizam a pontualidade e a atenção”, explica.
O ambiente também é pensado para oferecer o máximo de comodidade como climatização, água, café quentinho, aquele bate-papo gostoso, e até ajuda na solicitação de corridas de aplicativo para garantir que retornem para casa com segurança. “Quando elas precisam, chamo o motorista, ajudo a se acomodarem no carro e acompanho a corrida para se sentirem mais seguras. Esses cuidados diferenciados refletem a importância de entender as necessidades específicas desse público, que busca não apenas serviços de beleza, mas também momentos de acolhimento e valorização”, ressalta Gildete.

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