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Domingo, 19 de Abril de 2026
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Mais de 60% dos comerciantes do Moinho fecham acordo de indenização para deixar a favela

Ação é mais um capítulo de parceria do Governo do Estado com a Prefeitura da capital

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Mais de 60% dos comerciantes do Moinho fecham acordo de indenização para deixar a favela
Foto: Governo de São Paulo/Divulgação
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Dentre os 66 comércios registrados na Favela do Moinho, 44 já assinaram termo para receber indenização do Governo de São Paulo para deixar o local. A Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado (CDHU) realizaram os atendimentos entre terça (22) e sexta-feira (25) da semana passada.

O número de comércios que assinou o acordo corresponde a 66% do total. Entre aqueles que não assinaram, há casos de ausências por questões de saúde, além de pessoas que precisam atualizar documentos ou que preferiram estudar em detalhes os valores apresentados antes de fechar o acordo.

Entre os comércios, há bares e lanchonetes (que representam mais da metade), salões de beleza/barbearias, mercearias, mercados, lojas de roupas e bijuterias. Além disso, há também assistências técnicas, ferro velho, estúdio de tatuagem e comércio de bolos. Trata-se de mais uma parceria entre Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo, que já dividem integralmente o pagamento de R$ 1,2 mil de auxílio moradia enquanto as famílias não recebem a chave do imóvel definitivo.

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“Essa indenização aos comerciantes é mais uma prova de como podemos chegar ao melhor atendimento possível para o cidadão se somarmos esforços. Numa das comunidades mais carentes da cidade, o Poder Público chega na ponta para oferecer dignidade a quem mais precisa em uma parceria do Governo do Estado, que fez todo o trabalho social no território por meio da CDHU, cadastrando os beneficiários, com o município, que tinha na legislação os mecanismos para socorrer comerciantes por meio de indenização. Quando remamos na mesma direção, fica mais fácil vencer os desafios”, destaca o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Branco.

O atendimento ocorreu no escritório montado pela CDHU na Al. Barão de Limeira, a 500 metros da favela. O serviço facilitou o acesso dos moradores ao reassentamento habitacional, cursos de capacitação, atualização de cadastros e documentos e plantões de dúvidas.

Weslei de Jesus foi um dos moradores da Comunidade do Moinho atendidos com a indenização. Proprietário de uma assistência técnica para celulares, ele contou que as negociações foram muito satisfatórias e o acordo resultante é ainda melhor do que ele esperava: “Eles precificaram com um valor que eu realmente pensava que o meu comércio valia. E me ajudaram com a parte de documentação, mostraram o valor total, o que precisa de documentos para concluir a transferência. Saí super satisfeito. Foi até um pouquinho além do que eu esperava”.

Para o futuro, Weslei já tem planos. O valor a ser recebido no atendimento será investido nos estudos e o comércio, por agora, será descontinuado. “Para ser sincero, estou fazendo faculdade atualmente e não tenho planos de continuar com o comércio. Esse valor eu vou investir na minha faculdade”, concluiu, animado.

Quem também será indenizada é Josenilda Machado. Proprietária de um espaço de beleza na comunidade, ela contou que também saiu satisfeita com o valor oferecido. Além disso, ressaltou que a quantia será fundamental para a manutenção do ofício. “Essa negociação foi boa. Fomos atendidos dignamente. Eu tenho um espaço de beleza. Resolvemos e agora está tudo certo! Pretendo dar continuidade com meu salão, que é o que sei e gosto de fazer”, afirmou.

Na última semana, a atuação do Governo de São Paulo na favela completou três meses. Já foram feitas as mudanças voluntárias de 453 famílias, o que representa mais da metade da comunidade. Todas as famílias com renda de até R$ 4,7 mil terão direito a moradia gratuita no valor de até R$ 250 mil com subsídios federais e estaduais, conforme acordo anunciado em maio pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação de São Paulo e pelo Ministério das Cidades.

Atualmente, aguarda-se a definição do Governo Federal de como será a operação para o atendimento às famílias e os imóveis que serão ofertados, além daqueles já viabilizados pelo Estado. Até o momento, 288 unidades habitacionais das quais famílias foram retiradas dentro da favela já foram descaracterizadas, enquanto 103 foram emparedadas e 14 demolidas.

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