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Segunda-feira, 27 de Abril de 2026
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Merz diz ver os EUA sendo "humilhados" em guerra contra Irã

Chanceler federal alemão avalia que o Irã se mostrou mais resiliente do que o esperado e que falta aos Estados Unidos uma estratégia para sair da guerra.

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Merz diz ver os EUA sendo
Merz disse que os iranianos estão claramente negociando de forma muito habilidosa – "ou muito habilidosamente não negociando"/Foto: Federico Gambarini/dpa/picture alliance
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O chanceler federal alemão, Friedrich Merz, afirmou nesta segunda-feira (27/04) que os Estados Unidos estão sendo "humilhados" em sua guerra contra o Irã. Segundo ele, parece faltar a Washington uma estratégia clara, e há dúvidas sobre como os EUA pretendem sair do conflito.

"Os iranianos estão claramente mais fortes do que se esperava, e os americanos claramente não têm uma estratégia realmente convincente nas negociações", disse Merz durante uma visita a uma escola em Marsberg, cidade de sua região natal, Sauerland.

"O problema com conflitos como este é sempre o seguinte: não basta entrar, é preciso também sair. Vimos isso de forma muito dolorosa no Afeganistão por 20 anos. Vimos isso no Iraque."

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"No momento, não vejo qual saída estratégica os americanos vão escolher, sobretudo porque os iranianos estão claramente negociando de forma muito habilidosa – ou muito habilidosamente não negociando", afirmou.

Merz acrescentou que "uma nação inteira está sendo humilhada pela liderança iraniana, em particular pela chamada Guarda Revolucionária".

Como a guerra com o Irã afeta a Alemanha?

Merz disse que a situação no Oriente Médio tem provocado um forte efeito econômico negativo na Alemanha.

"No momento, é uma situação bastante complicada", afirmou. "E isso está nos custando muito dinheiro. Esse conflito, essa guerra contra o Irã, tem impacto direto sobre a nossa produção econômica."

O chanceler federal disse que a Alemanha mantém a oferta de enviar navios varredores de minas para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz, por onde passa uma grande parcela do fornecimento global de petróleo.

No entanto, segundo Merz, isso depende do fim prévio das hostilidades.

O chanceler federal ressaltou que a Alemanha precisa agora assumir um papel de liderança na União Europeia e destacou que o bloco tem 100 milhões de habitantes a mais do que os Estados Unidos. "Se nos uníssemos de forma mais eficaz e fizéssemos mais coisas juntos, poderíamos ser pelo menos tão fortes quanto os Estados Unidos", afirmou.

FONTE/CRÉDITOS: Richard Connor com AFP, DPA, Reuters / DW Brasil
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