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Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2026
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Nova morte em ação anti-imigração aumenta revolta nos EUA

Assassinato do enfermeiro Alex Pretti, no segundo incidente fatal em meio a violentas ações contra imigrantes em Minneapolis, intensifica a indignação contra governo Trump.

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Nova morte em ação anti-imigração aumenta revolta nos EUA
Moradores de Minneapolis montaram um memorial improvisado no local onde Pretti foi morto/Foto: Evelyn Hockstein/REUTERS
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Os tiros que tiraram a vida de uma segunda pessoa em Minneapolis em meio a violentas ações contra imigrantes intensificaram ainda mais a indignação contra o governo do presidente dos EUA, Donald Trump. Manifestantes e parlamentares democratas da oposição denunciaram a violência como excessiva e criticaram a falta de transparência na investigação.

Os pais de Alex Pretti, um enfermeiro de UTI de 37 anos e nacionalidade americana morto neste sábado (25/01), acusaram policiais de matar seu filho sem justa causa e o governo Trump de espalhar mentiras sobre o incidente.

Há poucas semanas, em 7 de janeiro, um agente do ICE em Minneapolis atirou e matou Renée Good, de 37 anos. Nesse caso também, representantes do governo Trump afirmaram que o agente agiu em legítima defesa. Mais recentemente, a prisão de um menino de cinco anos por agentes do ICE causou grande repercussão.

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Novos protestos eclodiram em Minneapolis após o assassinato de Pretti, enquanto dezenas de pessoas se reuniram com velas em uma mistura de descrença, raiva e tristeza para uma vigília em frente à casa da vítima.

Multidão na rua com duas bandeiras dos EUA
Centenas de manifestantes se reuniram no local da morte de PrettiFoto: Roberto Schmidt/AFP

O incidente mais recente provavelmente exacerbará ainda mais as tensões entre o governo Trump e seus oponentes, com o presidente lançando uma série de críticas contra a liderança estadual democrata em Minnesota. "O prefeito e o governador estão incitando a insurreição com sua retórica pomposa, perigosa e arrogante!", escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.

"Legítima defesa"

Segundo o Departamento de Segurança Interna, em Washington, os tiros foram disparados como ato de legítima defesa. Segundo o órgão, um agente da Patrulha da Fronteira dos EUA disparou "tiros defensivos" contra Pretti, que se aproximou dos agentes com uma pistola e então resistiu "violentamente" a ser desarmado. O agente temia "por sua vida e pela vida e segurança de outros agentes". O departamento também divulgou uma fotografia que supostamente mostra a pistola semiautomática de 9 mm de Pretti.

"Ele estava lá para espalhar violência", declarou a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, em Washington, referindo-se a Pretti. O chefe do Gabinete Adjunto da Casa Branca, Stephen Miller, chegou a chamar de "assassino" e "terrorista doméstico" o enfermeiro, que não tinha antecedentes criminais.

Agentes da Patrulha da Fronteira tentavam, na ocasião da morte de Pretti, prender um estrangeiro sem documentos procurado por agressão. O presidente Trump acusou os críticos de incitarem a resistência a essas operações. Minneapolis é uma das chamadas "cidades santuário", que concedem proteção a imigrantes sem documentos e cooperam apenas de forma limitada com as autoridades de imigração do governo Trump.

Alex Pretti
Alex Pretti: "Por favor, revelem a verdade sobre nosso filho", pediram pais do enfermeiro de UTI morto em MinneapolisFoto: U.S. Department of Veterans Affairs/REUTERS

Agentes em risco de vida?

Diversos vídeos dos eventos em uma rua de Minneapolis estão circulando na internet. Um deles mostra vários indivíduos mascarados com equipamentos antimotim derrubando à força uma pessoa no chão e tentando imobilizá-la. Essa pessoa parece ser Alex Pretti. Ele acaba sendo cercado por oito policiais. Então, tiros são disparados; a julgar pelo som, são cerca de dez. Mesmo com o homem imóvel no chão, pelo menos um dos policiais mascarados continua atirando nele.

Em outro vídeo, parece que a pistola de Pretti foi tomada pelos policiais – mas isso aconteceu antes dos primeiros tiros. Isso coloca em dúvida a alegação de que os policiais corriam perigo de vida.

"Alex claramente não estava portando nenhuma arma quando foi atacado pelos gangsters covardes e assassinos do ICE de Trump", dizia um comunicado da família de Pretti, acrescentando que ele estava simplesmente tentando proteger uma mulher que havia sido derrubada no chão por um agente e atingida por spray de pimenta antes dos disparos. "As mentiras repugnantes contadas sobre nosso filho pela administração" são "repreensíveis e nojentas", afirmaram. "Por favor, revelem a verdade sobre nosso filho", continuaram. "Ele era um bom homem."

Multidão em passeata na rua com uma grande faixa negra com letras brancas: "ICE out of NYC" e "Stop the deportations now!"
Horas após as notícias sobre os tiros em Minneapolis, manifestações contra o ICE ocorreram em diversas cidades dos EUA, incluindo Nova YorkFoto: Gabriele Holtermann-Gorden/Sipa USA/picture alliance

"Campanha de brutalidade organizada"

O governo do estado de Minnesota e a administração da cidade de Minneapolis pediram a Trump que retire da cidade os agentes encarregados de implementar suas políticas radicais de deportação. O prefeito Jacob Frey solicitou o auxílio da Guarda Nacional do estado, afirmando que a polícia precisa de apoio "devido à perturbação da segurança pública causada por agentes de imigração". O governador de Minnesota, Tim Walz – assim como Frey, um democrata – anunciou que o estado conduziria sua própria investigação sobre o incidente, já que não se podia confiar no governo Trump.

"O sistema de Justiça de Minnesota terá a palavra final sobre este assunto. Ele tem que ter a palavra final", disse Walz em uma coletiva de imprensa. "Esta ocupação federal de Minnesota há muito deixou de ter como objetivo o cumprimento das leis de imigração. É uma campanha de brutalidade organizada contra o povo do nosso estado."

FONTE/CRÉDITOS: DW Brasil
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