A Alemanha, país que se vê desafiado por uma população cada vez mais envelhecida, registrou em 2025 o número mais baixo de nascimentos desde 1946, segundo dados oficiais divulgados nesta terça-feira (28/04).
Foram cerca de 654,3 mil nascimentos em 2025, em comparação com 677.117 no ano anterior, de acordo com resultados preliminares, informou o Departamento Federal de Estatísticas (Destatis) da Alemanha – queda de aproximadamente 3,4%.
Foi o quarto ano consecutivo em que o número de nascimentos diminuiu.
O número de mortes – cerca de 1,01 milhão – superou o número de nascimentos em 2025 em 352 mil, o maior chamado "déficit de nascimentos" do período pós-guerra, segundo a agência.
Resultados finais e detalhados sobre o tema dos nascimentos são esperados para julho de 2026.
A tendência se deve em grande parte a dois fatores, de acordo com o Destatis: o número relativamente pequeno pessoas nascidas na década de 1990 que agora estão atingindo a idade em que é mais provável ter filhos, e a queda da taxa de fecundidade total desde 2022.
A taxa de fecundidade total mede o número médio de filhos que se espera que uma mulher tenha ao longo da vida.
Envelhecimento populacional e aposentadorias
Em 2024, o ano mais recente para o qual há estatísticas disponíveis, cerca de 19 milhões de pessoas na Alemanha tinham 65 anos ou mais – aproximadamente 23% da população total.
Em 1991, apenas 15% da população tinha mais de 65 anos.
Uma comissão de aposentadorias nomeada pelo governo deve apresentar suas recomendações de reforma da Previdência em 30 de junho.
O chanceler federal alemão, Friedrich Merz, provocou forte reação na semana passada ao afirmar que a aposentadoria estatal deveria agora ser vista apenas como uma "provisão básica", a ser complementada com outras fontes de renda.
Os comentários provocaram duras críticas de sindicatos e do Partido Social-Democrata (SPD) sigla de centro-esquerda que integra a coalizão de governo com os conservadores da União Democrata Cristã (CDU) de Merz e seu partido-irmão União Social Cristã (CSU)
Merz posteriormente esclareceu que não promoverá "cortes nas aposentadorias" sob o atual governo.

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