Aguarde, carregando...

Quarta-feira, 12 de Agosto 2026
Mundo

Putin ameaça interceptar navios ocidentais

Durante exercício naval no Pacífico, líder russo classificou como "pirataria" a apreensão por países ocidentais de embarcações ligadas à Rússia e prometeu retaliação

Cidade a Cidade
Por Cidade a Cidade
Putin ameaça interceptar navios ocidentais
Putin: "Seremos obrigados a responder de forma simétrica"/Foto: Gavriil Grigorov/Sputnik/Kremlin Pool Photo/AP Photo/picture alliance
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Rússia responderá "de forma simétrica" à apreensão de embarcações de sua frota fantasma pela União Europeia (UE) e pelo Ocidente onde considerar necessário, advertiu nesta quarta-feira (12/08) o presidente russo, Vladimir Putin, durante uma visita a um cruzador lança-mísseis da Frota do Pacífico.

"Seremos obrigados a responder de forma simétrica. E não apenas nos mesmos mares nos quais planejam seus ataques, mas onde considerarmos necessário e oportuno, em qualquer lugar, incluindo a área de responsabilidade da Frota do Pacífico", disse durante sua intervenção, transmitida pela televisão estatal russa.

Durante a visita ao cruzador lança-mísseis "Variag", navio-insígnia da Frota do Pacífico da Marinha Russa, para inspecionar os exercícios navais da agrupação, no âmbito de uma viagem de trabalho pela Sibéria e pelo Extremo Oriente, Putin chamou a atenção para as recentes decisões do bloco europeu.

Publicidade

Leia Também:

"Alguns governos, em violação ao direito marítimo internacional, buscam limitar a movimentação dos navios de nossos operadores econômicos, quero ressaltar, civis. Recentemente tiveram a ideia de apreender nossos navios e vender os bens roubados, o que não é nada menos que pirataria e saque", afirmou.

O comandante da Frota do Pacífico, almirante Víktor Líina, respondeu ao presidente russo que a força naval sob seu comando "dispõe de meios para deter navios dos países hostis e sua frota fantasma" e "está pronta para iniciar o cumprimento dessas missões".

O presidente russo, Vladimir Putin, durante uma visita ao comando das Forças Armadas da Rússia em outubro de 2025.O presidente russo, Vladimir Putin, durante uma visita ao comando das Forças Armadas da Rússia em outubro de 2025.
O presidente russo, Vladimir Putin, durante uma visita ao comando das Forças Armadas da Rússia. (Arquivo)Foto: Russian Presidential Press Office/AP Photo/dpa/picture alliance

"Sanções injustificadas" do Japão

A bordo do cruzador e trajando o uniforme da Marinha de Guerra russa, Putin inspecionou os exercícios navais da frota, que classificou como "necessários tanto para manter a prontidão de combate da frota quanto para proteger os interesses de nosso país e sua segurança na região da Ásia e do Pacífico".

Além disso, afirmou que esse tipo de exercício naval é importante não apenas para a Marinha Russa, mas também para aperfeiçoar todo o componente militar da Rússia nessa região, especialmente com a incorporação das experiências adquiridas pelo Exército russo na guerra na Ucrânia.

"Não há missão de combate que a infantaria naval da Frota do Pacífico não possa realizar", afirmou, ao indicar que "estão preparados para qualquer tarefa", destacando a participação dessas unidades na frente de combate na Ucrânia.

Ele alertou ainda que o potencial de conflito na região da Ásia e do Pacífico está aumentando devido aos supostos esforços da Otan em "se infiltrar" na área.

"Eles estão instalando e se preparando para instalar novos sistemas de armas, que representam ameaças para nosso país", afirmou.

Putin também se referiu ao vizinho Japão, que "sob o pretexto dos acontecimentos na Ucrânia, sem se aprofundar nas causas desse conflito, impôs sanções injustificadas contra nosso país".

"Gostaríamos de compreender a posição do Japão. Não ameaçamos o Japão. Não temos absolutamente nenhuma reivindicação contra ele", declarou, observando que Tóquio incluiu recentemente a Rússia, em sua doutrina militar, entre suas principais ameaças.

Ele lembrou que o Japão, com o qual a Rússia não assinou um tratado de paz mesmo após oito décadas do fim da Segunda Guerra Mundial, "tem disputas territoriais com nosso país".

"Refiro-me às ilhas Curilas. Mas isso está registrado em documentos internacionais, é uma realidade estabelecida pelos resultados da Segunda Guerra Mundial", disse.

FONTE/CRÉDITOS: Redação DW

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.
Cidade a Cidade

Publicado por:

Cidade a Cidade

Cidade a Cidade abrindo espaço para você, cadastre-se e tenha o portal do Usuário. Fique por dentro de tudo o que acontece na sua cidade, opine, mande sua informação, reclamação ou dica.

Saiba Mais

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Cidade a Cidade
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível.
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR