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Quinta-feira, 04 de Junho de 2026
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Risco de transmissão de doenças em grandes eventos internacionais exige atenção redobrada de viajantes, alerta especialista

 Com milhões de pessoas circulando entre países, vacinação e cuidados preventivos tornam-se estratégia coletiva de proteção sanitária

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Risco de transmissão de doenças em grandes eventos internacionais exige atenção redobrada de viajantes, alerta especialista
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A realização de grandes eventos internacionais, como o mundial de futebol 2026, nos Estados Unidos, Canadá e México, acende um alerta importante para autoridades sanitárias e especialistas em saúde pública: aumento do risco de transmissão global de doenças infecciosas em contextos de grande circulação populacional.

A movimentação de milhões de turistas em aeroportos, estádios, hotéis, transportes coletivos e espaços fechados transforma eventos desse porte em uma verdadeira “circulação global de doenças”, facilitando a disseminação rápida de doenças respiratórias, gastrointestinais e imunopreveníveis.

Segundo o professor João Gregório Neto, docente do curso de Enfermagem da Faculdade Santa Marcelina, o planejamento da viagem deve incluir obrigatoriamente uma avaliação prévia das condições de saúde e da situação vacinal do viajante.

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“O principal cuidado antes de uma viagem internacional é realizar uma avaliação da situação vacinal e clínica, especialmente em relação às doenças imunopreveníveis. Em eventos de grande porte, a proteção individual passa também a ser uma medida coletiva de saúde pública”, explica o profissional.

Neste ano, o Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional direcionada aos brasileiros que irão acompanhar a Copa do Mundo, diante do aumento expressivo de casos de sarampo nos países-sede do torneio.

De acordo com João Gregório, o sarampo voltou ao centro das preocupações epidemiológicas internacionais por se tratar de uma doença extremamente contagiosa, transmitida pelo ar e capaz de gerar surtos rapidamente em ambientes com grande concentração de pessoas.

“O Brasil mantém atualmente o status de país livre da circulação endêmica do sarampo, mas existe o risco de reintrodução do vírus por meio de casos importados relacionados às viagens internacionais. Quando há redução da cobertura vacinal associada à intensa mobilidade global, doenças consideradas controladas podem voltar a circular”, afirma.

 

 

 

Além do sarampo, outras doenças preocupam especialistas em eventos internacionais de grande fluxo turístico, como influenza, COVID-19, meningites, doenças respiratórias virais emergentes, arboviroses, incluindo dengue em determinadas regiões e gastroenterites infecciosas associadas ao consumo de água ou alimentos contaminados.

O docente destaca que muitos adultos desconhecem sua situação vacinal, principalmente por terem perdido a caderneta ao longo da vida. Nesses casos, a recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde- UBS, para avaliação e atualização das vacinas.

 

Segundo as orientações do Ministério da Saúde

-Pessoas de 1 a 29 anos devem possuir duas doses da vacina tríplice viral;

-Adultos de 30 a 59 anos devem ter ao menos uma dose registrada;

-Profissionais da saúde devem comprovar duas doses, independentemente da idade.

 

O aplicativo Meu SUS Digital também pode auxiliar na consulta de registros vacinais já inseridos nos sistemas públicos de saúde.

Outro ponto que muitas vezes é negligenciado, segundo o especialista, é o tempo necessário para que o organismo desenvolva resposta imunológica após a vacinação.

“A vacina não produz proteção imediata, o ideal é que a atualização vacinal seja realizada pelo menos 15 dias antes do embarque. Deixar para se vacinar na última semana pode comprometer a eficácia da proteção durante a viagem”, alerta o profissional.

Além da vacinação, o professor reforça que medidas simples continuam sendo fundamentais para reduzir riscos de adoecimento durante viagens internacionais:

  • Higienização frequente das mãos;
  • Uso de álcool em gel;
  • Atenção à procedência da água e dos alimentos;
  • Uso de máscara em ambientes fechados e muito lotados, especialmente diante de sintomas respiratórios;
  • Sono adequado e hidratação;
  • Evitar automedicação;
  • Contratação de seguro saúde internacional;
  • Organização prévia de receitas, relatórios médicos e medicamentos de uso contínuo.

O especialista também chama atenção para a importância da vigilância após o retorno ao Brasil. Sintomas como febre, manchas avermelhadas pelo corpo, sintomas respiratórios intensos ou diarreia persistente devem motivar procura imediata por atendimento médico, sempre informando o histórico recente de viagem internacional.

“Identificar rapidamente casos suspeitos permite que medidas de controle sejam implementadas precocemente, reduzindo o risco de disseminação de doenças no país”, conclui.

 

 

Sobre a Faculdade Santa Marcelina 

Faculdade Santa Marcelina é uma instituição mantida pela Associação Santa Marcelina – ASM, fundada em 1º de janeiro de 1915 como entidade filantrópica. Desde o início, os princípios de orientação, formação e educação da juventude foram os alicerces do trabalho das Irmãs Marcelinas. Em São Paulo, as unidades de ensino superior iniciaram seus trabalhos nos bairros de Perdizes, em 1929, e Itaquera, em 1999. Para os estudantes é oferecida toda a infraestrutura necessária para o desenvolvimento intelectual e social, formando profissionais em cursos de Graduação e Pós-Graduação (Lato Sensu). Na unidade Perdizes os cursos oferecidos são: Música, Licenciatura em Música, Artes Visuais e Moda. Já na unidade Itaquera são oferecidas graduações em Psicologia, Administração, Ciências Contábeis, Enfermagem, Fisioterapia, Medicina, Nutrição, Tecnologia em Radiologia e Tecnologia em Estética e Cosmética. Além disso, há também a opção de cursos na modalidade de ensino a distância, que incluem Administração, Gestão Comercial, Gestão Hospitalar e Gestão de Recursos Humanos. 

FONTE/CRÉDITOS: XCom
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