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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2026
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Rússia ataca Ucrânia com míssil hipersônico

Esta é a segunda vez que arma com dez vezes a velocidade do som é usada. Moscou disse que ataque foi retaliação a alegada investida ucraniana contra casa de Putin

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Por Cidade a Cidade
Rússia ataca Ucrânia com míssil hipersônico
Prédio residencial foi danificado após ataque russo em KievFoto: Efrem Lukatsky/AP Photo/picture alliance
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Moscou afirma ter lançado o míssil hipersônico Oreshnik contra a Ucrânia durante a madrugada desta sexta-feira (09/01) e alega ter agido em retaliação ao que classificou como uma tentativa ucraniana de atacar uma das residências do presidente russo, Vladimir Putin , no fim de dezembro. Kiev rejeita a alegação , também desacreditada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump .

A Ucrânia confirmou o ataque, afirmando que ocorreu no oeste do país, perto da fronteira com a União Europeia. Em um comunicado, o serviço de segurança interna de Kiev diz que trata a ação como um "crime de guerra".

Trata-se da segunda vez que a Rússia emprega o Oreshnik , míssil de alcance intermediário que Putin afirma ser impossível de interceptar devido à velocidade superior a dez vezes a do som e capaz de transportar ogivas nucleares. O líder russo afirma que o poder destrutivo do míssil é comparável ao de uma arma nuclear, mesmo quando equipado com uma ogiva convencional, como foi o caso desta sexta.

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O Oreshnik foi lançado pela primeira vez para atingir a cidade de Dnipro, na região central do país, em novembro de 2024., sob a justificativa de destruir uma fábrica militar na Ucrânia . Fontes ucranianas disseram na época que o míssil carregava ogivas falsas e causou poucos danos.

O Ministério da Defesa da Rússia declarou que o alvo desta sexta foi uma infraestrutura crítica na Ucrânia, incluindo uma fábrica de drones supostamente envolvida na alegada tentativa de ataque à residência presidencial russa, além de instalações energéticas. Moscou disse ainda ter empregado drones de ataque e armas de longo alcance lançadas por terra e mar, afirmando que "todos os alvos foram atingidos".

Caminhões militares em área de floresta
Uma unidade móvel equipada com um sistema de mísseis hipersônicos de médio alcance Oreshnik em testes na Bielorrússia, em 2025Foto: Russian Defence Ministry/Handout/SNA/IMAGO

O episódio intensifica a deterioração das relações entre Moscou e Washington, após a Rússia criticar a apreensão de um petroleiro russo no Atlântico Norte pelos EUA – enquanto Trump dá sinais de apoio a um pacote robusto de sanções contra Moscou.

A Alemanha condenou o lançamento do míssil hipersônico. "A Rússia continua a agravar a situação sem provocação", disse um porta-voz do governo em Berlim, acrescentando que a justificativa da Rússia para o uso do míssil já foi refutada.

Ataque deixou mortos e destruiu estruturas

De acordo com a Força Aérea Ucraniana, na noite passada e durante a madrugada a Rússia lançou 36 mísseis, incluindo o Oreshnik, e 242 drones contra a Ucrânia. As forças de defesa ucranianas conseguiram abater ou neutralizar 18 e 226, respectivamente, registrando impactos em 19 locais.

O comunicado especifica que as forças russas lançaram treze mísseis balísticos Iskander-M/S-400 da região de Bryansk, na Rússia, 22 mísseis de cruzeiro Kalibr do Mar Negro e um míssil balístico de médio alcance Oreshnik do campo de testes de Kapustin Yar, na região de Astrakhan, na Rússia.

Além disso, a Rússia lançou 242 drones de ataque dos tipos Shahed, Gerbera e outros, a partir das direções russas de Kursk, Oryol, Milerovo e Primorsko-Akhtarsk, de Chauda e Gvardiyske, na península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, e do território ucraniano ocupado de Donetsk.

O governador da região de Lviv, Maksym Kozytskyi, disse que uma instalação crítica foi atacada, e veículos de imprensa locais apontaram um depósito subterrâneo de gás em Stryi como alvo provável.

Em Kiev, capital ucraniana, o ataque deixou quatro mortos e ao menos 22 feridos, segundo autoridades locais. Entre as vítimas está um socorrista, e outros cinco agentes de resgate ficaram feridos durante operações.

 

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski , pediu uma reação rápida da comunidade internacional após o ataque.

"É necessária uma reação clara do mundo. Acima de tudo, dos Estados Unidos, cujos sinais a Rússia realmente leva em consideração", disse Zelensky nas redes sociais. "A Rússia deve receber sinais de que é sua obrigação se concentrar na diplomacia e deve sentir as consequências toda vez que voltar a se concentrar em assassinatos e na destruição de infraestrutura", prosseguiu.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou que o país buscará ações internacionais imediatas, incluindo reuniões urgentes do Conselho de Segurança da ONU e do Conselho Ucrânia–Otan. Ele classificou o ataque, próximo às fronteiras da União Europeia e da Otan , como "grave ameaça à segurança europeia".

Diversos bairros de Kiev sofreram danos: um drone caiu sobre o telhado de um prédio residencial, outro atingiu os dois primeiros andares de um edifício, e o fornecimento de água e energia foi interrompido em algumas áreas da cidade, segundo o prefeito, Vitali Klitschko.

O ataque ocorreu horas após Zelenski ter alertado o país sobre a possibilidade de uma ofensiva russa em grande escala, aproveitando o clima gelado e as ruas escorregadias.

A Força Aérea da Ucrânia relatou que a Rússia lançou 242 drones e 36 mísseis de diferentes tipos na ofensiva.

FONTE/CRÉDITOS: DW Brasil
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