Cidade a Cidade - Informação simples e Imparcial

Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
Cidade a Cidade
Cidade a Cidade

Mundo

Senegal promulga lei que dobra pena por relação homoafetiva

Organizações de direitos humanos criticam penalização de quem "promover" ou financiar ato entre pessoas do mesmo sexo. Proposta já havia sido aprovada pelo Parlamento.

Cidade a Cidade
Por Cidade a Cidade
Senegal promulga lei que dobra pena por relação homoafetiva
Durante a legislatura anterior, manifestantes pediram leis mais rigorosas, como na foto de 2022/Foto: Seyllou/AFP
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, promulgou uma polêmica lei que dobra as penas de prisão para quem praticar relações sexuais com pessoas do mesmo sexo. A punição passa de um a cinco anos de prisão, como é atualmente, para entre cinco e dez anos. O texto já havia sido aprovado pelo Parlamento.

Segundo noticiaram os meios de comunicação locais nesta terça-feira (31/03), a nova legislação foi publicada no diário oficial do Senegal na véspera, após a assinatura de Faye, apesar dos apelos contrários por parte de organismos internacionais e organizações de direitos humanos, como as Nações Unidas ou a Human Rights Watch (HRW).

O texto descreve relações homossexuais como "atos contra a natureza". Também aumenta as multas – que podem chegar ao equivalente a mais de R$ 90 mil, em comparação aos atuais R$ 13 mil – e persegue os considerados culpados de "apologia" à homossexualidade.

Publicidade

Leia Também:

Poderá ainda ser punida qualquer pessoa que acuse outra de atos homossexuais "sem provas".

Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, na Cúpula da CEDEAO
Grupos de defesa aos direitos humanos pediram ao presidente Diomaye Faye para que não sancionasse o projetoFoto: Light Oriye Tamunotonye/AFP

Clima de medo

Mais de 30 dos 54 países africanos criminalizam relações entre pessoas do mesmo sexo. O Senegal agora se junta a Quênia, Serra Leoa e Tanzânia, onde as penas podem incluir 10 ou mais anos de prisão. Na Somália, em Uganda e na Mauritânia, o crime pode ser punido com a pena de morte.

Manifestações em apoio à nova lei foram organizadas antes da votação no Parlamento por grupos que promovem valores islâmicos. A polícia reprimiu supostos homossexuais, prendeu pelo menos uma dúzia de pessoas e criou um clima de medo para a comunidade LGBTQIA+.

A lei foi aprovada pelos legisladores por 135 votos a favor, contra três abstenções e nenhum voto contra. A proposta cumpre uma promessa de campanha do primeiro-ministro, Ousmane Sonko, que pediu o seu debate no Parlamento.

FONTE/CRÉDITOS: DW Brasil
Comentários:
Cidade a Cidade

Publicado por:

Cidade a Cidade

Cidade a Cidade abrindo espaço para você, cadastre-se e tenha o portal do Usuário. Fique por dentro de tudo o que acontece na sua cidade, opine, mande sua informação, reclamação ou dica.

Saiba Mais

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!

Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível.