Os representantes de David Luiz, do escritório Sidi & Andrade Advogados, renunciaram à defesa do jogador no processo em que ele é acusado de ameaça e perseguição contra a assistente social Karol Cavalcante.
A decisão acontece em meio ao desdobramento do processo, no qual a Justiça do Ceará concedeu uma medida protetiva a Karol, que alegou ter sido ameaçada de morte e sofrido violência psicológica por David Luiz após o término de um relacionamento.
O motivo da renúncia dos advogados ainda é desconhecido. O atleta se diz inocente de todas as acusações, mas contou diferentes versões sobre os fatos envolvendo Karollainy.
Procurados, o escritório de advocacia e a assessoria do jogador não retornaram. Caso haja resposta, esse texto será atualizado. A defesa de Karol afirmou que não comenta o caso.
RELEMBRE O CASO
Segundo o boletim de ocorrência feito por Karol, o zagueiro a teria ameaçado através de mensagens no Instagram, que foram periciadas pelas autoridades e anexadas ao processo. Nas mensagens, David Luiz teria dito: "Você sabe que tenho dinheiro e poder, então, não banque a esperta. Seria triste seu filho ter que pagar as consequências dos seus atos. Eu posso simplesmente fazer você sumir".
A assistente social relatou ter sentido um "risco real de morte" ao ler a ameaça, comparando a situação ao caso de Eliza Samudio, que foi assassinada em 2010 a mando do ex-goleiro Bruno. O advogado de Karol, Fabiano Távora, afirmou que o jogador teria iniciado as ameaças após a recusa dela a uma proposta para um "trisal".
Karol entregou seu celular para a perícia.
Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.
Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.
Também é possível realizar denúncias pelo número 180 - Central de Atendimento à Mulher - e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.
Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e através da página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Vítimas de violência doméstica podem fazer a denúncia em até seis meses.

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