O arquiteto chinês Kongjian Yu, considerado uma referência mundial em urbanismo ecológico, morreu na queda de um avião monomotor em que viajava, ocorrida no fim da tarde de terça-feira em uma fazenda próxima à cidade de Aquidauana, na região do Pantanal em Mato Grosso do Sul, juntamente com dois cineastas brasileiros e o piloto da aeronave, informou a polícia nesta quarta-feira (24/09).
Kongjian, de 62 anos, era uma figura de destaque no planejamento urbano sustentável e conhecido mundialmente por seu conceito das "cidades-esponja", projetadas para absorver grandes quantidades de água.
As outras vítimas do acidente, ocorrido às 18h30, são o documentarista Luiz Ferraz, o diretor de fotografia Rubens Crispim Jr. e o piloto e proprietário da aeronave, um monomotor Cessna 175, Marcelo Pereira de Barros, segundo a Polícia Civil.
A causa do acidente ainda é desconhecida.
Kongjian chegou ao Brasil este mês para a Bienal de São Paulo e depois viajou para o Pantanal para participar das filmagens de um documentário sobre sua obra ao lado dos cineastas brasileiros, detalhou o Conselho Brasileiro de Arquitetura e Urbanismo (CAU) em comunicado.
Conceito de "cidades-esponja"
O arquiteto chinês ganhou fama global depois que o governo chinês adotou seu conceito de "cidades-esponja", usando soluções baseadas na natureza para absorver e reter a água, em vez de infraestrutura de concreto para canalizá-la. Desde então, o conceito foi adotado em centenas de lugares na China, bem como em áreas urbanas, dos EUA à Rússia.
Segundo a CAU, ele aplicou o conceito "em mais de mil projetos em 250 cidades" e também "defendeu soluções baseadas na natureza para lidar com inundações urbanas e os efeitos da crise climática".

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