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Domingo, 18 de Janeiro de 2026
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Domo de Tchernobil perde capacidade de conter radiação

Após ataque de drone na Ucrânia, inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica apontam que estrutura que confina radiação de desastre de 1986 perdeu capacidade e precisa de reparos

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Domo de Tchernobil perde capacidade de conter radiação
Efrem Lukatsky/AP Photo/picture alliance
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Danificado pelo impacto de um drone em fevereiro, a cúpula de proteção da usina nuclear de Tchernobil, na Ucrânia, construída para conter material radioativo do desastre de 1986, não está mais cumprindo sua principal função de segurança, informou na sexta-feira (05/12) a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

A AIEA chegou a essa conclusão após uma inspeção realizada na semana passada na estrutura de confinamento de aço, chamada denominado New Safe Confinement (NSC – Novo Confinamento Seguro), que foi concluída em 2019.

Em comunicado, o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, disse que a missão de inspeção "confirmou que a (estrutura de proteção) perdeu suas funções primárias de segurança, incluindo a capacidade de confinamento, mas também constatou que não houve danos permanentes às suas estruturas de sustentação de carga nem aos sistemas de monitoramento".

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Grossi afirmou que reparos já foram realizados, "mas uma restauração abrangente continua sendo essencial para evitar uma maior degradação e garantir a segurança nuclear a longo prazo".

A ONU informou que, em 14 de fevereiro, as autoridades ucranianas disseram que um drone carregado com explosivos havia atingido a usina, causando um incêndio que danificou o revestimento de proteção ao redor do reator número Quatro, destruído no desastre de 1986.

As autoridades ucranianas afirmaram que o drone era russo. Moscou negou ter atacado a usina.

À época, os níveis de radiação permaneceram normais e estáveis, e não houve relatos de vazamento de radiação, afirmou a ONU.

A explosão de Tchernobil em 1986 espalhou radiação por toda a Europa e levou as autoridades da antiga União Soviética a mobilizarem um grande número de homens e equipamentos para lidar com o acidente. O último reator em operação da usina foi desligado em 2000. Nos anos 1980, em uma corrida para conter a radiação, os soviéticos construíram sobre o reator destruído um improvisado "sarcófago" de concreto com vida útil de apenas 30 anos.

Cúpula de Tchernobil
Cúpula foi completada em 2019 Tchernobil Foto: PantherMedia/Liudmila Yagovitina

Já o NSC foi construído em cima do sarcófago entre 2010 e 2019. Para tal, 45 países doadores colaboraram com a Ucrânia, reunindo mais de 1,5 bilhão de euros num projeto que envolveu 10 mil participantes de 40 nações.

A Rússia ocupou a usina e a área ao redor por mais de um mês, nas primeiras semanas da invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, enquanto suas forças tentavam inicialmente avançar sobre a capital ucraniana, Kiev.

A AIEA realizou a inspeção ao mesmo tempo em que conduzia um levantamento em todo o país sobre os danos causados a subestações de energia elétrica pela guerra entre Ucrânia e Rússia, que já começa a se aproximar da marca de quatro anos de conflito.

FONTE/CRÉDITOS: DW Brasil
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