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Quinta-feira, 28 de Maio de 2026
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Ex-agente da CIA é preso por roubo de 300 barras de ouro

Investigadores encontraram o equivalente a US$ 40 milhões em barras de ouro na residência do suspeito, descrito como um ex-funcionário de alto escalão da agência. Segundo o FBI, o homem também mentiu sobre seu currículo

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Ex-agente da CIA é preso por roubo de 300 barras de ouro
Funcionário tinha autorização de segurança de nível ultrassecreto/Foto: Olga Kostrova/Zoonar/picture alliance
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Um ex-agente da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) foi preso na última semana por roubo criminoso de dinheiro público, acusado de subtrair centenas de barras de ouro e outros bens de valor do governo americano. O caso foi revelado nesta quarta-feira (27/08) pelo jornal New York Times.

As investigações indicam que, entre novembro de 2025 e março deste ano, o homem identificado como David Rush solicitou e recebeu uma "quantidade significativa de moeda estrangeira e dezenas de milhões de dólares em barras de ouro para despesas relacionadas ao trabalho", segundo um depoimento de um agente do Departamento Federal de Investigação (FBI) que investiga o caso.

Ao revistarem sua casa, em 18 de maio, agentes federais apreenderam mais de 300 barras de ouro, com valor estimado em mais de US$ 40 milhões (R$ 202 milhões).

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Segundo o depoimento, também foram apreendidas moedas estrangeiras avaliadas em aproximadamente 2 milhões de dólares (R$ 10 milhões) e cerca de 35 relógios de luxo, muitos deles da marca Rolex.

Embora os investigadores não indiquem o que o acusado planejava fazer com os materiais, o depoimento conclui que há causa provável para acreditar que ele "deliberadamente desviou, roubou, apropriou-se ou converteu conscientemente um bem de valor dos Estados Unidos" para uso pessoal.

Nível de segurança ultrassecreto

O depoimento não detalha a função do suspeito na CIA, mas o descreve como um "ex-funcionário de nível do Serviço Executivo Sênior em uma agência do governo dos Estados Unidos" — referência ao mais alto escalão de líderes civis da organização, para o qual geralmente é exigida autorização de segurança de nível ultrassecreto.

O depoimento do FBI também afirma que o suspeito parece ter mentido por anos sobre sua formação acadêmica e seu histórico militar.

A investigação constatou que ele havia afirmado falsamente ser ex-piloto da Marinha e graduado pela Clemson University, na Carolina do Sul, e pelo Rensselaer Polytechnic Institute, em Nova York. Ele também preencheu folhas de ponto fraudulentas e obteve 77 mil dólares (R$ 389 mil) em pagamento por licença militar ao alegar falsamente que era membro da reserva da Marinha.

FONTE/CRÉDITOS: DW Brasil
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