Os alvos incluíram o Aeroporto Internacional de Saná, centrais energéticas e portos estratégicos na costa oeste do país. As ações resultaram em pelo menos seis mortos e 40 feridos, conforme informações divulgadas pelo Ministério da Saúde sob controle houthi.
Entre os feridos no aeroporto de Saná estava o copiloto do avião que transportava o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. Em comunicado nas redes sociais, Tedros confirmou estar ileso, assim como sua equipe, embora tenha lamentado os danos às instalações aeroportuárias e a interrupção das operações.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, justificou os ataques como uma resposta às recentes investidas dos houthis contra o território israelense, classificando o grupo como "o braço terrorista do Irã". Netanyahu afirmou que Israel continuará suas operações "até completar a tarefa" de neutralizar as ameaças provenientes do Iêmen.
Os rebeldes houthis, por sua vez, condenaram os bombardeios, qualificando-os como "uma flagrante violação do direito internacional" e acusando Israel de atacar deliberadamente civis e destruir instalações de serviços essenciais. Eles prometeram continuar suas ações até que a ofensiva israelense cesse.
A escalada de tensões entre Israel e os houthis ocorre em um contexto regional já marcado por conflitos envolvendo grupos apoiados pelo Irã, como o Hamas e o Hezbollah. Analistas internacionais expressam preocupação com a possibilidade de um alastramento do conflito, afetando ainda mais a estabilidade do Oriente Médio.
A comunidade internacional, incluindo as Nações Unidas, tem acompanhado de perto os desdobramentos. O Conselho de Segurança da ONU agendou uma reunião de emergência para discutir a situação, atendendo a pedidos de Israel para uma condenação formal dos ataques dos houthis e do apoio iraniano.
Enquanto isso, a população civil do Iêmen continua a sofrer as consequências de um conflito prolongado, enfrentando uma crise humanitária agravada pela destruição de infraestruturas vitais e pela interrupção de serviços básicos. Organizações humanitárias alertam para a necessidade urgente de assistência e de uma solução pacífica para o conflito.
A situação permanece tensa, com a possibilidade de novos confrontos nos próximos dias. A comunidade internacional apela por moderação e pelo retorno às negociações diplomáticas para evitar uma escalada ainda maior do conflito na região.

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